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domingo, 23 de agosto de 2015

Ocupação da Paulista

Hoje eu fui andar de bicicleta com meu pai e meu irmão mais velho. Passamos logo cedo pela Paulista e não havia tantas pessoas. Depois de nossa volta habitual no Minhocão e no Centro da cidade, voltamos a Paulista quando ela estava fechada para os carros e o uso de bicicletas e pedestres tomava a avenida.

Apesar de saber da importância da Paulista como via de ambulância, sou a favor dessas intervenções e de que a avenida seja fechada ao lazer (tanto porque eu acredito que havia uma faixa lá para carros e para ambulâncias). Enquanto estava andando com a bicicleta, olhava ao redor, as pessoas pareciam felizes por estarem ocupando a avenida e a grande maioria estava respeitando as normas de trânsito e dando o espaço dos pedestres nas faixas. 

Digo a grande maioria porque sabemos que não somos respeitosos no trânsito. De qualquer forma, muitos de nós tentamos.

Não era um evento bem organizado, mas sabemos que está no começo do processo e que ele pode ser bagunçado a principio e que depois, vai tomando sua forma. O importante é que havia centenas de pessoas e todas estavam ocupando aquele espaço conhecido e que todos amamos.

Claro, nem sempre todos estão felizes. Eu ouvi comentário realmente muito tristes. Uma mulher estava reclamando porque os pedestres não podiam usar a ilha da Paulista, que agora é a ciclovia. Pacientemente, o homem que a acompanhava disse que não era para pedestres andarem lá, que o lugar deles é na calçada. Nada mais óbvio do que isso. A mulher reclamou mais, dizendo que era absurdo. Não ouvi o restante da conversa, mas fiquei pensando sobre isso. O que é tão absurdo? A rua é dos carros, a ciclovia é das bicicletas, a faixa exclusiva é dos ônibus, a calçada é dos pedestres. Ou ela anda pela rua e faixas exclusivas porque é absurdo que pertençam a esses a carros e ônibus? A bicicleta é um meio de transporte também.

Apesar disso, eu sei que as obras das ciclovias não são perfeitas, que precisam de melhorias. Mas ao menos, elas existem. Nunca vai agradar todo mundo, principalmente as pessoas que não sabem caminhar e fazem tudo de carro. A mobilidade precisa existir para todos e não somente para os que tem carros. As faixas exclusivas de ônibus sempre são alvo de reclamações, mas quem as utiliza com o transporte público não reclama porque elas são necessárias.

São Paulo é essa coisa caótica, todo mundo que mora aqui sabe disso. Mas ficar reclamando sem propor nada não ajuda no estado de caos. Isso não somente no trânsito paulistano, mas em todas as demais coisas.

Eu gostaria de mais apoio as obras e mais gentileza no trânsito.
Grande sonho, não?

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Quando é que acaba mesmo?

Eu já esperei diversas ocasiões acabarem, contava os segundos, aborrecida, olhava o relógio e nenhum minuto tinha passado. Fazia tempo que não tinha essa sensação de estar presa a alguma coisa que realmente detesto ou de uma situação desconfortável. E como me sinto agora.

Mais algumas horas, eu falo a mim mesma, só mais algumas horas. Não parece ter fim. O final não chega, aquelas frases idiotas "chega o natal mas isso não acaba" fazem o sentido - e ainda continuam idiotas.

Quando não há mais energia, eu tento tirar de alguma coisa. Eles falaram para orar, que era uma boa maneira de se conectar as divindades e pedir por mais de muitas coisas que preciso apenas para não chutar alguma coisa, sugar a vida de alguém ou dar uma cadeirada em alguém.

Olho para fora e vejo um pássaro. A oração feita de qualquer jeito e com as minhas poucas forças, parece ter sido ouvida. Nunca me senti desprotegida ou longe das divindades, elas sempre estão comigo e trabalham comigo porque eu trabalho com elas. O pequeno pássaro passa rápido e por segundos, eu esqueço do horror que estou vivendo e contemplo o infinito.

Afinal, o que são minhas fraquezas e temores quando tudo é tão maior do que eu e do que eu possa pensar? Do que adianta sentir tanta raiva quando o mundo não pode ser movido por esses sentimentos? Realmente fez alguma diferença?

Então, o problema seria da sintonia. Eu tento ficar calma, ignorar tudo e respirar fundo. Se eu mudar a sintonia, talvez melhorem. É o que me falaram a vida inteira, então, lembro que não tenho mais a concentração que tinha antes, que me fazia viajar pelo infinito, a deriva do amor do universo, flutuando direto para os braços da Mãe Divina. Eu me esforço e nada acontece. Resultados não são tão rápidos para alguém tão incoerente.

Aquela garota de cabelos muito compridos veio ficar perto de mim. Ela parece tão serena em meio aquela confusão. Queria saber dos números que resumem o final de tudo - o final de alguma coisa, mas não do todo. Lembro que sorri um pouco.

Então, talvez tentar tenha válido a pena. Entre discussões, gritos,"só eu, por favor", "não é de deus", "não aguento mais", eu me vejo sentada, as mãos cruzadas na frente dos olhos, fechando os olhos e escutando o silêncio merecido. Demorou. Demorou uma vida para eu encontrar o silêncio no meio de tanto barulho, de tanta coisa, de tanta loucura.

Os segundos preciosos foram tirados e eu fui levada por outra onda de raiva. Não sou uma boa pessoa quando estou com fervendo de raiva. O primeiro sinal é que meu sadismo se torna ainda pior. Será que alguém fica bem quando tem raiva? Afinal, um pico alto desse sentimento e se pode encontrar forças para mudar as coisas. Nisso eu penso agora, na hora, nada fazia sentido.

Eu olhei para a cara dela e ri, mal suportando a mim mesma que poderia dizer dela? Porque isso e isso e isso. E eu olhando e pensando "o que essa estúpida está falando?". Jogar a culpa nos outros é fácil assim, mas não poderia me desculpar por algo que não fiz de errado, mas poderia pedir desculpas se era isso que ela queria ouvir e me deixar em paz. Foi o que eu fiz, murmurando um e leve isso com você e para longe de mim.

Aquela situação bem assim. As pessoas fazem as coisas com os recursos certos e vem falar que eu deveria ter visto que estava errado. Como poderia apontar um erro quando não vejo nenhum? Quando o que foi concluído não fazia o menor sentido? Quando todos estavam com os nervos a flor da pele, querendo apenas que tudo acabasse? Um após o outro, chegavam os problemas, eles também não teriam fim? Nada poderia ter fim? Se as coisas começam, elas devem terminar. Já dizia a Leilinha "tem começo, meio e fim" e como é que não vejo essa droga de final?

Então, fiquei no meu conflito pessoal de ser uma boa pessoa contra a minha terrível personalidade que falava "para que isso?". Uma situação ingrata foi criada por causa desse erro e pensei na possibilidade de adiar meu fim para dar lugar a mais sofrimento. A paz havia sumido e nem era lembrada, foi como se não tivesse existido. Tudo estava tão negro e doloroso. Quando fui questionada novamente sobre a situação, apenas respondi com meu pior lado "não me interessa mais, eu vou embora".

E quando estava indo, encontrei um dos meus favoritos. Não me importa o que digam dele, todas as coisas e todos os avisos que recebo por seu comportamento desvairado. Eu gosto dele e é simples assim. E ele sabe disso, porque eu falei seriamente uma vez, sobre um evento sinistro ocorrido, e ele sabe que sou sincera com ele. Eu não fui dura, estava tão esgotada que não tinha forças para ficar em pé, ele evitou me olhar porque eu sabia que sentia vergonha. Não lembro o que conversamos, as palavras fugiam da minha mente logo depois que proferidas, mas lembro de ter dito que acreditava que ele era uma pessoa melhor, que podia ser bem melhor. Eu achei que ele ia chorar, o mesmo sentimento que senti minutos atrás, quando sentimos que vamos nos partir em milhares de pedaços porque o peso do céu vai cair sobre nós - talvez Atlas não consiga segurar para sempre, vai saber?

Eu acho que sorri. Não sei. Ele limpou as lágrimas. Eu gosto dele, mas não posso fazer mais nada por ele. As coisas seguem de seu jeito, desejarei o melhor sempre, porque esse será de verdade e espero que tudo acabe bem - por que desejar outra coisa?

Quis correr para dentro do ônibus e fugir para alguma galáxia distante. Infelizmente, não foi isso que aconteceu e achei que ia direto para os braços do Barqueiro quando tive um acesso de tosse. Achei que ia cuspir um pulmão, ou talvez um pedaço da garganta. Bem feito, por pensar tão mal de tudo e desejar o mal a todos com tanta força. As leis divinas que eu tanto acredito, se aplicam com tanta rapidez e violência. Não posso ser uma pessoa tão dissimulada como era antes, existe ainda um restante de decência.

Foi isso.
Não o fim, o fim ele não chega. Só mais algumas horas. Só mais alguns minutos. Tudo volta a se repetir. outros protagonistas em cena, outro cenário curto dentro da mesma estrutura.

domingo, 12 de outubro de 2014

Pensamentos

"Algumas vezes, eu observava que a beleza de certas situações não se media pelo meu nível de vaidade. Bem longe disso. Na verdade, eu não deveria medir nada. A situação tinha surgido, eu não desgostava daquela criança, mas também, não podia suportar uma atitude como aquela. Havia certeza errada e uma atitude que era realmente equivocada. Me perguntava o quanto eu poderia suportar, quanto poderia lidar. Os olhos eram maliciosos, cheios de afronta. Quando eu respondi, eu usei tudo o que aprendi quando conheci pessoas que não fizeram as coisas certas na vida, foi como eles que eu falei com uma criança e então, ele tremeu. Em algum lugar, um instinto de sobrevivência apareceu, eu sabia porque ele cheirava a isso. Ele arregalou os olhos e,  por segundos calculados, considerou cada palavra dita da forma mais cruel possível. Quando eu me virei, foi que ele começou com as provocações, incapaz de ser direto, e eu voltei a reagir da mesma forma, o tom baixo que eu não utilizava em muito tempo. Então, assim como para ele, foi para mim também, aquele estalo que indicava o nível da situação. Foi um click de o que você pensa que está fazendo? não poderia ser assim, não poderia ser dessa forma. Estou treinando o amor e a calma, como poderia reagir assim? por que jogar tudo no lixo, meses de tratamento e de ponto de vista melhores. Talvez eu devesse ter posto meu nome na caixa de vibrações, talvez tudo sido gerado por mim. O encontro e o debate com a violência só geraria mais violência. Enquanto eu encarava a criança que fugia do meu olhar, notei que a situação havia ficado insuportável mas que poderia ser concertada. Não quis piorar mais, falei com o mesmo tom, ainda do jeito que aquelas pessoas haviam ensinado e falei a verdade a criança. Que eu tinha me preocupado com a situação dele, que tinha me interessado em ver ele melhorar, que pedira ajuda para a situação dele e que tudo o que recebi de volta foi hostilidade. Ele me encarou surpreso e descrente com as minhas afirmações.  Falei é triste que aja assim, esfaqueando por trás quem quer te ajudar, faz o seguinte, continua sem mim porque eu não gosto disso e não ajudo mais porque não merece. Ele abaixou a cabeça e eu sentei na minha mesa e pensei sobre o que tinha acontecido. Pensei sobre isso e aprendi um pouco mais sobre mim. Queria que o mundo fosse um lugar melhor, mas ele é justo com quem é justo e violento com quem é violento. Tudo na mesma moeda, tudo do mesmo jeito. Justiça por justiça, violência por violência. Queria que essa criança compreendesse isso. No entanto, ele não se importa. E eu, infelizmente, sim."

Libertação desses pensamentos porque isso está me matando.
Talvez quando eu ler isso no futuro, eu não pense que tenha sido tão errado como eu acho que foi.

Faz tanto tempo que não pensava nesse passado nefasto, as vezes eu me assusto com o quanto eu lembro e o quanto eu posso reproduzir de tudo o que aprendi. Ao menos, não aprendi só coisas ruins, muitas foram boas e outras revoltantes. Deve ser por isso que tenho pouca tolerância sobre o que as pessoas acham de coisas que elas acham que sabem a respeito.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

15 coisas irrelevantes sobre mim

A pedido da Raila-chan (Spindolando e Pena Mágica), a lista de 15 coisas que não fazem diferença em sua vida a respeito da minha.

1. Meus olhos são azuis. É, eu sei que parece verde e algumas vezes cinza, mas são azuis.

2. Raramente gosto de minhas histórias. Já tive vontade de apagar o Legado e meu LiveJournal muitas vezes, só não fiz "porque a prática leva a perfeição", então, sigo postando as histórias, mesmo que não goste delas. E isso não é falsa modéstia ou o caralho a 4, eu não gosto, mas sou condicionada a postar a fim de melhorar o novo material. Caso contrário, nunca tentaria melhorar.

3. Meu animal favorito é o Elefante. São criaturas maravilhosas. Meu animal fantástico favorito são os Dragões, aqueles com escamas, asas rasgadas e idades milenares.

4. Adoro universos fantásticos. Se tiver cyberpunk, steampunk ou magia, eu vou amar.

5. Minha cor favorita é branca.

6. Sou pagã. Mas fui batizada na igreja católica e já trabalhei em centro espirita durante anos.

7. Graças as influências dos meus irmãos mais velhos e dos meus pais, sou uma pessoa bastante eclética musicalmente. Tenho bandas favoritas em cada estilo, mas meus estilos musicais favoritos são rock progressivo e hard rock. (essa é a verdade, KAT-TUN, gomenasai)

8. Fiz jazz quando mais nova. Foi assim que descobri que não gosto de dançar.

9. Participei do Coral da UNESP durante muitos anos. Já me apresentei no Teatro Municipal de São Paulo. ^^

10. Savage Garden é minha banda favorita - de todas (apesar do item 7). Eu me apaixonei por um cara quando tinha uns 14~15 anos e ele gostava. Foi assim que os conheci. Pra não dizer que não levo coisas boas das minhas experiências ruins.

11. Meu seriado favorito é Brimstone. Tenho paixão pelo Zeke Stone e pelo Diabo. Uma pena que cancelaram e eu nunca soube se ele recolheu as 113 almas que fugiram do Inferno.

12. Não gosto de Beatles. De Oasis. De Nirvana. Não lamento, não sinto falta e acho chato demais. Respeito a contribuição dos Beatles, afinal, sem eles não teríamos o amado progressivo, mas nem isso pra me fazer gostar deles, achar legal ou divertido. Não, não é.

13. Já vieram me perguntar porque alguns amigos me chamam de "loira/lorrão". Quando mais nova, eu era loirinha. Meus amigos mais velhos lembram disso e ainda me chamam assim. Faço piada de loira pra me zuar constantemente.

14. Tive muitos amigos de correspondência quando mais nova. Ainda guardo cartas, desenhos, histórias e presentes que recebi de pessoas que nunca conheci. Muitas vezes, eu olho os desenhos e sorrio. Foi uma época divertida.

15. Não sei perder. Por essa simples razão, não entro em competições de qualquer tipo.

domingo, 24 de janeiro de 2010

O que eu faço pra você me amar?

Eu nunca fui boa pra títulos. Eu sempre crio vários versões, nunca gosto muito de nenhuma, escolho os títulos ligados aos personagens. Queria ser criativa nisso, mas realmente sou pessima.

"O que eu faço pra você me amar?" é o título de uma das songfics mais bonitinhas que eu já escrevi a respeito do Kevin. É uma música fabulosa do The Corrs (que eu amo muito) e nem sei de onde surgiu a inspiração. Deve ter sido da Nora Roberts, eu adoro essa mulher - eu a invejo por ter criado do Sebastian Donovan, ele é o meu "Kevin".

Essa songfic traz o Kevin e a Jenny novamente - novamente porque eu trabalhei com os dois numa outra songfic "Você se lembra...?" - e eu gosto dos dois. Uma songfic não tem ligação com a outra, acho que não precisa ter pra se fazer uma série, não é? O que os une mesmo é o amor incondicional que eu consegui criar, devo dizer que é uma das minhas melhores criações.

Depois de "Você se lembra...?", eu fiquei pensando que ninguém importante ligado a mim lê minhas histórias. Eu até ofereço, mas ninguém sente vontade de ler. Minha mãe sempre fala a mesma coisa quando eu ofereço e ela sempre me apoia do jeito dela, ela sabe que eu gosto de escrever, deseja que eu termine um livro. Eu também desejo isso, mas sou muito desorganizada pra isso. Mas o ponto não é esse. Eu fiz alguém ler a outra songfic e o que eu ouvi que foi triste. A pessoa se sentiu triste lendo. Não lembro se houve mais comentários, eu nunca me lembro bem das coisas que queria lembrar, mas enfim, eu sei que fiquei triste com o comentário. Sei lá, a songfic é triste mesmo, eu consegui passar os sentimentos do meu personagem, bem, sei lá porque eu fiquei triste.

Um dia eu, disse eu pra mim mesma, vou escrever outra songfic deles dois e dar um final feliz. Então, eu realmente não sei de onde surgiu a inspiração, mas eu sabia que seria uma songfic, eu amo escrever songfics. E eu queria testar escrever sobre uma situação. Eu sempre escrevo coisas que parecem longas, uma vida inteira. Queria apenas uma situação.

A situação possivelmente veio das histórias. Eu gosto de ouvir os romances das pessoas. Eu sou daquelas que faz perguntas pro outros como ele conheceu a esposa ou como foi a primeira vez que se virão. Quando eu estava no consultório, eu perguntei a muitas pessoas. Gostava do sorriso delas, porque por mais que tivessem sentimentos contrários, elas pareciam se divertir em relembrar o momento. Eu via o sorriso e como os olhos ficavam brilhantes. Gostava mais porque ninguém nunca me disse não ou perguntou porque eu queria saber... Não saberia responder sem me complicar.

Foi algo do tipo - por que "eu te amo" parece tão assustador? É não é?! Poucas histórias falavam sobre isso e eu pensava em mim mesma. Não me assusta alguém vir me falar que me ama, mas eu fico apavorada de falar isso pra alguém. "É natural" Samus disse uma vez pra mim. Sim, acho que amar alguém é natural. Comecei a treinar isso. Hoje eu consigo falar com desenvoltura e de verdade que amo alguém - não incluo nenhum namorado meu, acho que eles nunca vão ouvir isso de mim. De alguma forma, as pessoas tem medo disso. O meu medo eu sei o porque. Mas nunca consegui entender todos os motivos dos outros, mas também, nunca poderia entender mesmo.

De alguma forma, eu consegui transpor parte de minhas dúvidas pro Kevin. Por que Jenny não poderia entender que amar é natural? Como ele não poderia amá-la, sendo ela quem é? O que seria ter uma pessoa implorando por seu amor. Isso é tão bizarro que eu nem consigo me imaginar na situação, mas eu sou criativa e escuto muitas histórias. Jenny fez o que todo mundo faz nas histórias que escutei - expulsou a pessoa. Muitas delas não voltaram atrás, estavam apavoradas demais pra isso. Mas Jenny é assim, eu acho. Ela tem essa coisa de pensar desde a outra songfic... De pensar um pouco e ser razoável. Eu sou bem mais a Jenny que o Kevin.

É sobre isso a songfic. Eu consegui travar um momento e dar vida ao desespero do Kevin. E eu gosto de imaginar ele sofrendo de amor - eu sou cruel com o Kevin, eu sei. Na verdade, eu me divirto vendo ele conhecendo coisas novas. Coisas novas como uma Jenny que não condiz em nada com a posição que eu coloco eles nas fanfics. Isso me lembra a Hattel, de Nas Asas do Anjo, da forma que o Kevin a vê. Mas a Hattel fica pra outro post.

Gosto tanto desse casal que vou me presentear escrevendo uma terceira songfic pra eles. Agora usando a música de encerramento de Zettai Kareshi e me lembrando bastante do Night-kun e do olhar do Soshi enquanto escrevo.

Tanto pra falar disso. Eu gosto dessa songfic. E tem muito eu nesse post. =)

Pra ler clique aqui >> O Que Eu Faço Pra Você Me Amar?
Pra ouvir a música que compoe a fanfic só clicar aqui >> What Can I Do? - The Corrs

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

I Will Still Love You - Songfic

(Esse post é dedicado a Camila Dorough que me disse que eu não escrevo sobre Backstreet Boys no meu blog, de fato não escrevo, mas se escrever sobre fanfics compensar isso, faremos negócio =^;^= Não sei o que escrever deles senão for dessa forma... Vou melhorar isso)

Na verdade eu não sei quantos anos eu tinha quando escrevi essa songfic, mas ela teve tantas mudanças por correção que as vezes eu releio e ainda acho alguns erros - já disse que sou uma péssima revisadora né?

Essa songfic, uma das minhas favoritas e eu amo songfics, era da época que eu escrevia as fics para mim mesma. Eu a escrevi em dois dias, escutando repetidamente Still do 98º.

Sempre li romances demais, eu não acho que o Kevin possa ser tão ciumento, mas é divertido pensar nisso. Eu acho cenas de ciúmes engraçadas, porque as pessoas sempre falam coisas que não tem o menor sentido, mas que elas sentem tanta raiva e inveja, que é engraçado. Agora, atacado do jeito que ele está descrito, somente porque eu sou uma Richardson e não poderia imaginar nada menos do que aquilo.

Gosto da simplicidade da história, uma garota que ama um cara e trabalha pra ele, pra ficar perto dele. O cara só vai reparar na existência dela por causa do destino, porque até então estava ocupado com coisas mais importantes - se tratando do Kevin, é justo. O cara repara e decide que quer a mulher. Dai começa tudo... Ela sofrendo de amor é tão brega que me doi toda vez que releio - deve ser por isso que toda vez eu acho erros, eu não releio direito. Eu mesma não tenho certeza como eu pude escrever algo tão brega... (oquei, não é a minha fic mais brega, mas tah quase lah).

Claro, as cenas de sexo detalhadas porque eu sempre pensei que poderia ser importante pra história e hoje quase não as escrevo mais. Acho que deu minha putaria já uahuauhahua.

A pergunta que sempre me fizeram - por que raios a Carolyn é irmã do JC? Na verdade, tem a continuação dessa fic, tratando do JC com a mocinha que ele gosta. É também uma songfic do 98º, mas eu nunca terminei de escrever porque o JC tah muito estranho nela. Ele parece mais uma mulher e me irrita... Essa fic eu perdi as versões escritas no pc dela e só tenho uma versão antiga e a primeira, escrita a caneta. Um dias desses eu sento e escrevo direito, como deve ser escrita.

Por que a Carolyn vira escritora? Bem, primeiro porque ela foi baseada em mim, o que é um grande erro, afinal é chato ler esse tipo de fanfic e depois, na época dela, a Priss linda estava escrevendo "Aniversário de Fim-de-Namoro" (já disse hoje como eu amo essa fic?) e nela, eu faço uma aparição escrevendo A Dama de Tigersbrigde. Bem, sei lá, eu acho que plagiei a Priss nisso e algumas histórias tem a protagonista como escritora. Uma delas, que eu nunca dei pra ninguém ler (e tenho ela salva porque eu gosto de ler ela, senão ela já teria sido perdida também), a moça está no oitavo livro dela, sobre um cavaleiro. Nessa fic, a moça tem um filho do Kevin e fugiu dele, como ele nunca entendeu o porque e nunca foi atrás pra saber também, ele passou a ler os livros dela e ver as adaptações pro cinema e seriados. Essa história é quase tão pornografica quanto as demais, sempre pensei demais em transar com o Kevin (hoje é com menos frequencia uhahuahuahuahu), mas eu nunca terminei, porque ela é pornografica demais uhahuahuahua.

O que importa é que essa fanfic pode ser lida nos links: Parte 1 / Parte 2 / Parte 3
Eu dividi porque ela é meio grandinha e fica mais fácil de ler.
A música do 98º pode ser baixada da minha pasta do 4shared - Still



Ah, hoje é meu aniversário. São quase 3 da matina e eu estou arrumando meu amado Legado e relendo fanfics... Realmente eu sou muito melancólica.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Momento Michael

Sim, eu gosto do Michael Jackson. Adoro desde pequena. Uma pena que tenha morrido cedo e certamente deixará muita saudades pra mim. Ninguém dança melhor do que ele! Ele foi simplesmente fantástico e que os Deuses o tenham em um lugar bom e desfrutem da maravilha de artista que ele foi.

Acho que a primeira música que ouvi dele foi Bad, incluindo o video-clipe. Foi amor a primeira vista. Michael perfeito dançando aquela coreografia maravilhosa, enquanto mostrava que ele era Bad.

Depois disso, só tive que conhecer mais o trabalho dele e me apaixonar. Com tantas músicas bonitas, divertidas e dançantes, não poderia ter sido diferente.

Michael, descanse em paz!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Michael

Bem, eu adoro o Michael Jackson. Fiquei muito triste com sua morte. Não ainda encontro palavras certas pra expressar aqui tudo o que ele significou em minha vida, mas isso não quer dizer que ele não terá espaço aqui.
Michael, esteja com os Deuses!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Voltando...

Jah pensei em atualizar o blog pela faculdade, sentar e escrever. Mas não eh possível. O Proxy não permite entradas no blogger – não sei porque, e quando estou na mesa atendendo o pessoal, eu fico conversando com meus companheiros de pólo ou fico atendendo os estudantes que vem pra impressão. As vezes lota com gente querendo imprimir e eu acabo ficando meio louca.

Daí, jah que minha mãe me emprestou o note dela, faz sentido eu escrever em casa e depois postar lah. Eh isso que estou fazendo. Devem me perdoar pela falta de acentuação, o PC da minha mãe não reconhece teclado em português (e ele não tem cedilha) e eu conto com o Word idiota pra corrigir e acentuar. Não que isso comprometa muito o meu texto do blog, mas fico chateada com os que pretendo por no site.

Com esse pequeno ajuste – e o mp3 que o Renan doou pro pólo, será possível mais atualizações. Melhor pra mim, eu gosto do blog. Estou mudando a minha abordagem, eu gosto de acompanhar essas mudanças. Foi assim nas historias – e continua pra sempre.

E por falar em historias, eu perdi o animo de escrever muitas delas. Mas prometi a mim mesma que ia terminar e se não fosse tão preguiçosa (e se não tivesse Pokémon pra jogar), certamente que teria escrito mais da fanfic do Anjo. A historia tah terminada na minha cabeça, so tenho algumas duvidas em relação ao Nick e uma parte que estou ainda melhorando da Mina. De resto, ela tah pronta. Soh precisa ser escrita....

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Gente Grossa - fala o que não deve, escuta o que não quer...

Eu tô de boa trampando no pólo aqui da faculdade e do nada vem umas meninas de SS sendo mó grossas do nada. Pára... A menina chegou falando alto e com tanta autoridade que eu fiquei olhando pra cara dela com cara de "WTF???!".

"Porque a Fátima falou que nós poderiamos usar e que todos os estudantes tem o direito". Tipo, eu concordo com ela, mas não sei quem é Fátima, ela não diz nada pra mim e eu não respondo a ela. Então, dane-se que ela falou isso. Bixo e bixete precisa fazer carteirinha pra usar o pólo e acabou.

Dai eu olhei mó feio pra ela e disse que qualquer um podia falar o que quisesse, que não era essa a instrução que deixaram pra nós e então eu ia seguir o que a minha chefe falou. Pronto, a menina torceu o nariz e eu sorri, claro com aquele sorriso meu filho-da-puta e disse que poderia conversar com o outro supervisor pra ver se elas poderiam mexer no computador.

Claro, o Marco falou a mesma coisa pra mim, que eu havia dito a ela: que ela teria que se cadastrar antes de usar o pólo.

Mas por fim, ele sempre é mais bonzinho do que eu e falou que elas poderiam ver o site da faculdade que queriam e deveriam ir embroa depois. Eu fiz o que ele pediu e a meninas saiu da cabeça baixa depois.

Oquei, longa história pra falar: affe, pra que chegar xingando? Credo, ninguém falou nada e a menina já chegou com pedras na mão e tal... gente grossa é soda! E no final, depois que ela armou todo aquele discurso (correto, mas não válido) ainda ficou com cara de "aff" como se pudesse... Coitada!

terça-feira, 31 de março de 2009

Agora sim??

20 mil anos depois eu resolvo voltar a mexer no blog. Por sorte minha, eu não apaguei ele, mas deixei de lado por um longo e tenebroso ano. A vontade de escrever havia diminuido consideravelmente e agora eu posso voltara escrever, já que em encontro mais alegre e disposta - mesmo sem computador, o que não importa muito já que posso acessar o blog por qualquer computador e postar.

Claro, meu blog não tem tantos acessos e depois que eu não consegui colocar o novo tema, eu fiquei meio frustrada. Preciso melhorar algumas coisas neles, modificar alguns links e tudo mais - enfim, fazer uma faxina por aqui. Já fiz umas modificações básicas, mas só pra começar. Logo faço tudo o que devo e deixo isso bem legalzinho. Nossa, tem muita coisa a ser feita e só agora eu vejo que está tudo abandonado de verdade... Ai ai, quando houver mais tempo, eu venho e modifico.

Agora, por onde eu andei? Finalmente eu passei no vestibular e agora estudo História na Unesp. O curso é bem legal - em vista que eu não esperava nada, estou me saindo bem - e eu gosto muito de algumas pessoas e professores que conheci. É uma ótima experiência e está sendo bem divertido morar fora e ter que se acostumar com as outras pessoas ou seus hábitos - pr amim é bom, afinal, eu somente aprendo a ter mais paciência e observo pessoas pra serem inspirações pros meus personagens.

Estou tentando convencer as meninas a fazermos um blog, mas acho que nem rola, pois elas não são tão ligadas a internet assim. O que é uma pena. Mas eu tenho dois blogs e um site, não preciso ficar louca também por causa disso.

Tenho que ir na xérox de 5 centavos - um abuso cobrarem 9 centavos na faculdade - e sei que vai estra lotada - porque depois da mudança pro campus novo, eles tem tido bastante trabalho, já que ninguém quer ir até Petraglia quando poder ficar no centro e obter suas cópias pra estudo. Vida de estudante de Franca, embora me chateie um pouco a desorganização, eu sei que tudo vai se acertar lá na frente.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O depois da prova...

Existia um tempo que não ligava pras coisas. Mas esse tempo passou.
Houve um tempo que não daria a menor atenção ao que era me dito, sem que eu houve pedido a opinião. Mas esse tempo se foi.
E teve uma época que eu pouco ligaria em mandar todo mundo pros lugares que merecem por terem o atrevimento de dirigir a palavra a minha pessoa com achismo e questionamentos que putaquepariu, uma criança faz melhor se não for igual ao pensamento dela.

Na minha silenciosa observação, eu estou notando como essas coisas estão se aproximando de mim. De fato, eu deveria ter impedido essas coisas desde o inicio, mas sempre tem aquele pensamento infeliz "o que vão pensar". O que vão pensar é a última coisa que deveria nem me preocupar. Enfim, venho notando as aproximações, a audácia, a intriga e a falsidade. Parece piada, senão fosse tão divertido ver esforços inúteis.

A graça disso se foi toda ontem. Eu fui, fiz a prova, fiz o que podia fazer e escutei como se eu tivesse algum tipo de obrigação a todos os imbecis que falaram comigo - e tipo, não foram poucos. Eu fiquei magoada, magoada demais pra tão pouca manifestação de carinho e apoio. Pensei "era mais fácil mandar todos ao inferno, de onde nunca deveriam ter saido, do que ligar pra isso". E é exatamente o que vou fazer.

Cansei dessa conversa fiada, desse falso interesse e de achismo e opiniões cretinas. Eu acredito que tenho problemas demais pra ficar dando atenção a isso. E desculpas? Elas não servem mais. Quero que engulam elas. Só desculpei a minha mãe por obrigação, afinal moro com ela, do que adiantaria ficar zangada com o que ela disse - que foi uma das coisas que mais me ofendeu.

Mas também, depois passa. Agora já aprendi que confiar é mesmo a putaquepariu e que vou manter as minhas coisas somente com pessoas que realmente gostam ou me apóiam. Que se dane o restante.

Ainda não acredito em tudo o que eu ouvi ou li depois que eu falei o quanto eu fiz na Fuvest. Parecia que estavam me apedrejando, bando de desocupado do inferno, que tem pouco o que fazer ou que sabe bem pouco sobre a minha pessoa pra falar o que falaram. Parece que esperavam que eu demonstrasse só um pouco de embaraço e desapontamento pra virem tacar pedra. Mas que se dane, da fato eu não merecia nada do que me falaram e não entendo ainda como a criatividade alheia pode superar tudo. Estavam me cobrando ou dando opiniões como se soubessem a forma que eu estudo ou como estudo, como se acompanhassem direto meus esforços, como se soubessem das minhas dificuldades e do que eu tenho em mente. Eu sabia que deveria ter mandando tudo as favas mesmo. Como se já não bastasse tudo o que vou ouvir de mim e todo o castigo que irei me impor por isso, ainda tenho que ouvir zé porva falar o que não sabe.

Ainda bem que eu tenho pessoas amigas a minha volta, que não vieram cobrar nada e que ficaram felizes com o resultado, mesmo ele sendo porco do jeito que é. Ainda justificaram, usando argumentos que nenhum dos malditos infelizes sabem, pra que eu não ficasse tão triste com a nota. Afinal, está feito, que mais posso fazer? Agradeço a eles, pelo menos alguém pra que eu partilhe de minhas opiniões sem ter que ouvir/ler coisas sem sentido.

E eu fiquei realmente magoada. Provavelmente por minha natureza melancolia. Agora não tenho vontade de conversar com nenhum desses infelizes e se não os ver na minha frente, melhor. Vou procurar fazer as minhas coisas e não ficar perdendo meu tempo com esse tipo de gente.

Porque, de fato mesmo, de verdade mesmo, o único que eu não me revoltaria por falar tudo o que eu li/escutei ontem era meu pai. Porque é o único com direito de falar alguma coisa, uma vez que ele paga meu cursinho. E como disse bem o Samus, o único e ainda por cima, avisado, que intensivão pode ajudar ou não na prova. Eu fiz o que eu pude e quero que todo mundo vá pro inferno se voltarem a achar alguma coisa a respeito.

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Dai tudo no final parece uma piada idiota. Eu ouvi que deveria ter ficado quieta. Eu sabia que falavam por falar, afinal, qual deles se pós no meu lugar e viveu tudo o que eu vivi e eu ainda estou aqui. No final, minha raiva passa. E minha mensagem sobre isso, quando lida novamente, vai ser clara, como sempre foi. Eu não posso mais negar a verdade e agora, eu estou pouco ligando pra quem não gostar dela.

sábado, 3 de novembro de 2007

03/11/07

Minha pouca vontade de falar está se estendendo a vontade de escrever. Não que eu esteja preocupada com o que alguém possa pensar disso, mas noto que as pessoas ficam incomodadas. Bem, felizmente eu não devo nada a elas pra explicar qualquer coisa a meu respeito, portanto, estou pouco ligando.

Eu deveria parar de mexer tanto no meu site. Novamente estou revendo partes dele que eu já tinha visto e mexido. Juro que essa é a última vez que eu mexo nele, fica insuportável depois de algum tempo. O tema é novo, é Gone, com meu querido Justin nas piores caras que ele poderia fazer. Podia ter escolhido outro clipe, mas realmente gosto de Gone.
Depois de quase desistir do meu site e da vida de ficwritter dos BSB, eu voltei a cuidar dele como merece e a mexer nas fanfics com carinho. Afinal, ao menos elas precisam terminar. O novo álbum deles é longo e me encheu o saco, não tem o Kevin, não me interessa mais. O que de fato é bom, pois como apontou a Menina Marinex - ele não faz mais parte disso. Sim, de certa forma ele nunca fez pra mim, que escreve história de época dele e acha que o Kevin é melhor com uma casaca verde, cartola e bengala, ou com uma maravilhosa cota de malha e uma túnica escura... Tão fácil imaginar ele assim...
E sim, o AJ está imitando a Amy Winehouse numa das músicas! Ao menos ele continua com sua voz maravilhosa.

Robert se revela o meu melhor amigo de jogos. Estamos agora em Diablo 2, jogando horas seguidas como fazíamos com Rag ou Tales Of Pirates. Fernando se une a nós em algumas ocasiões. Sempre uma alegria jogar com ele, dessa vez estamos nos ajudando muito. Rag no Revolution - sempre! e Diablo 2. Foi como ele disse "e no final será sempre a Florette e o Zanzar!". Verdade! No final, o mundo pertencera somente a eles.

Assim segue a minha apatia, agora totalmente confirmada e firmemente mantida. Nas duas últimas semanas notei meu pensamento compatível com alguns que eu considerava absurdo e sem sentimentos. Depois de algum tempo, fizeram aquele sentido estranho dentro de mim e os absorvi por serem as coisas mais interessantes que algumas pessoas falaram pra mim durante todo o ano - muita parte eu já esqueci e desconsiderei. Depois de algum tempo notei que minhas preocupações e idéias não batiam e nunca se deram com a minha pessoa, portanto, tudo o que pode ser descartado, será. Desligada para os modos de terceiros: encheção de saco, oh como sou coitado, oh como sou foda, oh eu acho que você tem algum problema.

E assim se aproxima mais um final de capítulo, o de número 25. O fim de ano está se mostrando mais desanimador dessa vez e nem pretendo pensar muito nele. Só espero que passe logo, não gosto mesmo. Não quero fazer parte dessas comemorações que não fazem o menor sentido pra mim (se é que algum dia fizeram). Certamente que esse fim de ano será como foi os demais da minha vida - chato, contra minha vontade e cansativo. Bah, desligada também pro final de ano. Só vou assinar o final do capítulo e ficar em off, observando. Que se dane isso também. Pobre Bonny, como eu sinto sua falta no final do ano, me lembrando dos lugares que eu estava e desejando estar somente com ele... Nunca deveria ter feito a vontade dos outros, vou me lembrar disso por muito tempo e sempre com censura.

Mas que se dane também... Pensar nisso é a mesma coisa que observar o Gordon dormir.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Atualizando...

> Pé

Meu pé de recupera bem. Talvez se tivesse tomado remédio eu não teria sentido tanta dor. Acontece. O médico me pediu um remédio muito caro e nem fui atrás de outro, já que nem gosto de remédios, não me importei com isso.
Vou tirar a tala hoje e verificar o estado do meu dedinho - também apelidado de "Azeitoninha". Ele parece inchado juntamente com os do lado... Mas não suporto mais a tala no pé e ela tem me incomodado pra andar. A chuva também tem incomodado, mas não sei se existe meio de lidar com ela e não ficar com o pé molhado ou úmido.

>> Cursinho

O pessoal do cursinho é muito legal. Já tirei algumas fotos com ele e depois eu vou postar aqui só pra ter de recordação. São animados e divertidos e eu vou treinando minha conversação com eles. Ao menos pessoas novas pra conversar, já que não ando falando com ninguém - ninguém mesmo - e tenho que parar de falar sozinha.
As aulas estão bem legais também. Só preciso estudar um pouco pra pegar a manha e ler um pouco mais também. Reservar um tempo pra isso... Ando muito cansada e não tenho vontade de nada. (E faz tempo que não tenho vontade de nada)

>>> Saw IV

Eu marquei de ir ver o filme com o pessoal da comunidade do Saw. Eu ia sozinha, mas dai eu vi eles combinando e achei que poderia ser uma boa idéia ir ver o filme com pessoas que gostam do assunto (éh tão bom falar com alguém que gosta de alguma coisa que você também gosta, tinha até me esquecido disso). Só estou esperando confirmação do lugar, que é lá na Leste - longe pra cacete, mas graças a boa Deusa, tem metrô.

>>>> Resident Evil

Fê me convidou pra ir ver o filme com ele. Ao que parece só iremos nós dois, já que ninguém parece interessado em ir. Por mim tudo bem, eu gosto de Resident e vai ser divertido.

>>>>> Zombie Walk

E vamos ver de ir no Zombie Walk também. Sei que o Audrey (meu amigo nefasto) vai e ainda maquiado de zombie... Quero muito ver, no mínimo será engraçado. Vou ver se o Max não me acompanharia, já que o Fê não ter certeza se vai viajar ou não - senão ele irá de zumbiiiiiii também. \o/

>>>>>> Fanfic de O&P e fanfics

Comecei uma fanfic de P&P, estou muito feliz com o andamento dela e com os comentários caprichosos que tenho recebido. Sempre bom quando alguém lê e realmente gosta do que você escreveu porque é bom e não porque você que escreveu - e a pessoa quer fazer média. Os últimos comentários que tenho recebido a respeito das minhas fanfics tem me deixado feliz, porque demonstra um interesse maior em comentar com cuidado e carinho.
Quase que ignoro os comentários básicos e das pessoas que fazem média, embora eu sorria pra todos - porque eu também faço média com os outros.
Estou notando que vou mudar o tema das minhas fanfics - embora, felizmente, eu seja extremamente versátil e escreva de tudo. Acho que não consigo mais escrever fics novas de BSB, tanto porque o Kevito saiu e não tenho mais motivos pra continuar gostando da mesma forma que gostava antes. E com o afastamento dele, não tenho mais notícias - não tenho saco pra ir atrás - e cansei de miguxas e de teenies - fãs de bsb são terríveis, ainda bem que sou fã do Kevin! Só pensei que deveria acabar todas as fics que eu comecei e se vier a terminar as que comecei e nunca publiquei, não seriam fanfics novas, porque elas já existem mas nunca deu vontade de publicar.
Pensei em fanfics mais antigas minhas, como a de CharmedXBrimstone e Highlander - The Series, que gostaria de terminar. Afinal, eu ainda sei o final delas e já melhorei muito meu modo de escrever, a ponto que com uma revisão, elas estarão perfeitas e adaptadas pras continuações. Desejo tanto ver meu Ezekiel infeliz, minha Prue apaixonada, meu Mac bravo. Eles merecem, são uma parte de mim que eu adoro e que não dedico tempo porque eu sou uma chata perfeita e nunca tá bom.
E sem falar nas fanfics de Ragnarok, que eu estava ampliando as idéias, mas talvez nunca as escreva - queria um gravador e uma porção de fitas pra deixar tudo gravado e alguém usar de obras póstumas depois.
Minha mãe estava me falando pra eu publicar um romance simples. Minha única idéia de romance é com o Steve e ele foge de mim. Não que não me ame, porque todos sabemos que ele me ama, mas acho que ele é terrivelmente tímido e eu também, daí quase nunca nos encontramos. Gostaria de vê-lo dinovo, certamente eu poderia me inspirar... Embora em Sometimes eu possa ficar inspirada novamente. Ele existe num roteiro complexo e que precisa ser aperfeiçoado para se tornar viável. Um homem, um telefone, os cabelos loiros, o bar, a mulher com o sobretudo e os cabelos ao vento. Bah, talvez nunca consiga aperfeiçoar... Embora eu queira.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

E dinovo...


Motivo de minhas alegrias e de minhas tristezas. Novamente meu gato sumiu. Dessa vez de uma maneira estranha e quase sinistra. Não faço idéia de onde ele possa estar, mas do jeito que é bonzinho, deve ter ido com alguém...
Já não sei mais o que pensar ou se deveria estar pensando em alguma coisa. Talvez se eu não o amasse tanto (mais do que muitas pessoas que infelizmente eu conheço) eu pudesse ficar indiferente a isso.
Nha, quero meu pretinho de volta... Ç___Ç



Atualização

Gordon voltou as 3 da manhã depois de tomar uma surra dos outros gatos da rua de trás (backstreet cats). Ao menos voltou. Fiquei aliviada ao vê-lo dinovo. Sei que tenho que castrá-lo, mas não tenho dinheiro pra isso. Preciso encontrar um veterinário que seja bom e que faça por um preço acessível, senão ele vai ficar saindo mesmo e arrumando briga por ai - claro, ele não sairia se algumas pessoas não favorecem a fuga pra depois ficar xingando o gato.
Por fim, ele voltou. Ainda bem ^^

sábado, 29 de setembro de 2007

Heheheh

Bem, acho que o senhor George Knightley é o melhor personagem do livro "Emma" da Jane Austen. E eu sinceramente acho que alguém tem que parar a Emma. Eu nunca vi tanta presunção e tanto achismo na minha vida... Ela vive num mundo mimado e todo dela e o Mr. Knightley é o único que observa o que ela está fazendo e que cai matando em cima dela. Pobre Emma. É um personagem vivo e inteligente. Acabei de achar a fanlist dele e entrei, a imagem é do filme "Emma" que vou assistir logo depois que ler.
"Espero que Emma se apaixone e que seja uma paixão não correspondida, pra ela se ocupar". Hahahahha. Personagem ótimo mesmo!

E aproveitando entrei na do P&P. Estou pensando numa fic, um conto sobre o filme. Estou lendo uma fic maravilhosa e estou encantada com a beleza sobrenatural que a menina conseguiu dar ao Darcy. Ela pegou aspectos dele e os elevou, fazendo que ficasse com sentido muitas coisas que ele fez no livro. Engraçado mesmo são as falas dos outros personagens "como? não vai falar a senhorita Elizabeth Bennet hoje?", dando a impressão que o cara só fala dela e quando falam pra ele "Está apaixonado por ela, Darcy?" ele sempre responde "Por que todo mundo me pergunta isso? Claro que não." Claro que não...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Oquei.

Tudo bem, eu posso mesmo ser uma pessoa extremamente chata e birrenta. Quem não pode? Mas enfim, eu me resolvi por agir por modos eficientes do que a base da violência. Pensei que eu sou esperta demais pra ter o fim que eu teria numa fala aberta e vou agir exatamente do jeito que não esperam que eu faça - porque não sabem lidar com ele.

Ainda penso no que foi me dito e não me conformo com a mágoa que isso gerou. Tudo bem, eu posso ser capaz de ouvir muitas coisas, as vezes eu me divirto com elas. Mas não sou de grosseria. Eu posso ser grosseira as vezes, eu sou mesmo, as vezes me falta tato, eu não lido com tantas pessoas com tanta intimidade pra ter aprendido como me safar em certas situações. Estou trabalhando nisso - sorte da atual pessoa que já deveria ter escutado poucas e boas minhas. Não é que esteja me contendo, muito pelo contrario, eu estou procurando outras palavras pra lidar com a situação sem ter que dar espadada em todo mundo. Algumas fazem questão de sangrar e me dar prazer em fazê-lo, mas que se dane também. Não posso esperar minha perfeição nisso - claro, falando da boca pra fora, maldita mania de perfeição!

Me notei tão chateada com o que foi me dito, não por conter alguma verdade absoluta pra me fazer pensar, mas sim por ser uma grosseria sem tamanho e por me fazer pensar que talvez nunca tivesse merecido algum tipo de educação da minha parte. Não posso evitar de ter meus sentimentos em relação a isso - o que é mentira, porque eu estava pensando que poderia muito bem resolver com uma boa parcela de dor a pessoa, uma espécie de retaliação por isso. Mas não sou uma pessoa quando penso com essa frieza calculista e quando me vejo extremamente paciente. Não nego isso, mas espero poder melhorar isso um dia.

Atualmente eu pensei na idéia de ignorar - no que eu sou especialmente boa. E quando falar comigo, vai falar sozinho. Até que eu me acerte com essa mágoa recente. De fato as vezes eu penso se realmente a mereci, mas não estou entrando mais nesses méritos. Eu suporto grosserias, algumas delas, mas não quando alguém as grita do lado de fora, alto pra que todos escutem como "eu não tenho a menor noção de espaço, palavras e lugar" e como tenho toda a verdade do universo em meus lábios.

Não removo a opinião que já coloquei a respeito do assunto. Eu acho mesmo que uma horas as pessoas se tornam tão comuns que ficam idiotas como a massa inteira éh. Deixam de se tornarem inteligentes, esforçados e se tornam idiotas e achistas. Perdem aquele brilho que fazia com que eu os olhasse com mais refinamento e se tornam um qualquer pra mim. É algo a se lamentar, mas acontece. Cada um rege a sua vida da maneira que acha que é conveniente e que eu tenho com isso? Se não sabem ver outras saídas ou alternativas e eu com isso? Eu mesma as vezes me perco, mas sempre me acho - principalmente quando eu saio correndo, mas aprendi a me laçar a trazer a força (modo de falar, na verdade estou apenas ficando consciente... again).

Eu posso escutar arrogância, posso escutar reclamações, posso escutar sobre o que não gostam que eu faça ou fale. Ue, não posso agradar a todos e não posso esperar que todos gostem de tudo. Eu mesma não gosto, mas vivo em sociedade.

A principio, eu creio que meu objetivo não será notado, mas quando for, eu até sei o que vou ouvir, porque é sempre a mesma coisa que me falam. A grande oportunidade de olhar com meu melhor ar esnobe. Vingança? Não... Não preciso falar com pessoas que não tem a menor consideração e respeito por mim. Eu aturo muitas coisas, mas decide que não preciso de grosseria.

No fim, eu falei um monte de coisa e nem chegou perto do que desejava quando iniciei esse tópico. Melhor escrever sobre coisas que me agradam.

domingo, 23 de setembro de 2007

O dia...

As vezes eu acho que a pior coisa que minha mãe, em seu coração bom e caridoso, fez foi ter aberto as portas da casa dela pro meu irmão e sua mulher. Não que eu não goste dele, mas eu tenho certeza do que o que falta pra ele é um pouco de noção de sua situação. Arrogância é um traço de família, insuportável quando a pessoa se cresce mais do que pode ou mais do que a sua situação permite. Esse é o caso do meu irmão - da mulher dele eu nem falo nada, por razões que não cabem aqui, e por uma indignação que se eu não fosse filha da Deusa e não acreditasse na Lei Tríplice, não me contentaria em permanecer em silêncio diante tantos absurdos. Eu creio de verdade que meu irmão não tem a menor noção das coisas que fala, da tamanha grosseria que sai de sua boca. Porque eu não boto ele no lugar? Hoje seria um bom dia, se eu não tivesse uma prova pra fazer. Eu sei muito bem com seria a reação dele, vindo de uma pessoa tão troglodita como ele, eu tenho certeza da resposta que ele me daria. Se eu me importo em recebê-la, hoje sim, por causa da prova, em outras circunstâncias não. Nada vai me dar mais prazer do que colocá-lo em seu devido lugar.
Tenho que ficar escutando o que não precisa ser dito e opiniões que ficariam melhor se não fossem ditas. Tenho que ficar lidando com uma educação que certamente não foi aquela que ele recebeu. É um idiota no final.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Ah tá bom!

Tudo bem, eu mudo tudo o que pensava sobre humanos. Acho que ter visto aquelas pessoas tentando ajudar no acidente da TAM passou e agora eu voltei a ter minha revolta natural contra outros humanos. Não os culpo pela ignorância - mas acho que poderiam melhorar; não os culpo pelo comodismos - todo mundo é em algum momento da vida; os culpo por destruir o planeta - e isso não tem o que ser discutido.

Novamente minha pitangueira está dando frutos. Eu fico feliz, flores e frutos, ela fica carregada e numa fartura que as demais árvores da mesma espécie por aqui não tem. Ela é bem cuidada, regada e podada. Cuidamos muito bem dela.

Então... Então por que toda vez eu tenho que lidar com macacos pendurados nela, se matando por seus frutos como se não comessem a dias? Tudo bem, eu não acho certo subir em árvores - mas não falo nada, eu penso que as pessoas deveriam subir em árvores que possam suportar seus galhos e não em árvores frágeis, mas enfim... - mas quem sobe é que sabe disso. Quando era criança, eu subia, mas depois eu compreendi que não é porque ela não anda ou pode se manifestar como um animal que possa "gostar" disso. Não é questão de inteligência, é questão de respeitar a vida que há nelas. Não penso que isso deva ser difícil de entender - o que uma árvore faz por você durante sua longa vida? E o que "talvez" ela possa fazer de ruim pode ser um ponto de vista ou falta de cuidado humano (bem, nem vou entrar nesse tipo de detalhe, que aí é demais). A questão é... Se estão vendo (ou deveriam) que ela não tem caule ou galhos suficientemente grossos ou maciços pra suportar o peso, por que esses macacos estão em cima dela? Um simples gesto, e pronto, um galho no chão. Uma simples puxada e pronto, outro galho no chão.

Eu juro que não entendo. Será que não percebe que está destruindo tudo? Será que não percebe que se destruir não tem mais? E se tiver como ter mais, que não vai ser pra agora e que essa chance pode não dar certo? Daí o planeta aquece, destrói tudo e é errado por isso. Mais vinte anos de água antes de um severo racionamento e... por que não lavar o carro hoje? o que? um banho de 20 minutos não gasta água... Mais vinte e cinco anos pra não ter comida pra todo mundo... deveria se servir com o que vai comer e não com o que vai jogar fora. Por que esperar tudo entrar em colapso pra ver que está errado se dá pra ver que está errado agora?

Faço a minha parte, mas será ela suficiente pra que meu próximo entenda isso? O suficiente pra ele entender que desperdiçar não é algo que pode ser feito por que ele paga por isso? O suficiente pra que ele perceba que não vai ter nada mais depois... que o fim que se aproxima é negro e violento?

Faço reciclagem de papel, metal e de água. No consultório, implantamos esse sistema e reciclamos os copos descartáveis e embalagens. Sabemos que podemos ser melhores e agora minha chefe leva coisas pra reciclar pro consultório. Sabemos que podemos melhorar e melhoramos sim.

Volto a macaquice. Seremos obrigados a tirar os frutos e podar a árvore, pra preservar a coitada do ataque insano dos macacos, antes que eles deitem a árvore. Isso me deixa extremamente zangada, puta que pariu, você tem que falar pra pessoa "por favor, você pode sair de cima da árvore? Ela não aguenta seu peso e se não tiver mais árvore, não tem mais fruto". Pode parecer exagero, mas não é. É uma ação predatória por pitangas que é foda demais. Se ainda fosse uma pessoa que não come há dias, era compreensível - e ainda duvido que nessa condições teria idéia de destruir pra comer (porque deve entender que se - acabar não tem mais), mas não... tiazinhas, mulekes moglins das escolas aqui perto de casa, mocinhas em saltos e tudo mais. Chega a ser deprimente...

Mas cansei novamente, as vezes meu semelhante é visto como um primata - na idéia de Darwin ele só fica ereto, mas age como um macaco... tá loco.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Aquelas coisas que você lembra do nada

Aquelas coisas que você lembra do nada, sabe? Do nada mesmo?

1. Ela era a mulher mais linda que eu conhecia. Talvez ainda seja. Comigo, fala como uma maloqueira, cheia de girias e xingamentos (oquei, eu falo com giria também, mas não assim). Dondoca, ou finge que é. Bem, nem ligo mais, nosso tempo de brincar na rua já tinha passado e agora eu a encontro umas 3x por ano. É sempre o mesmo assunto?
"E aí Lito? Beleza?" e eu respondo que sim, rindo. Deusa e eu ainda sou Lito. "Não vai sair pro Ano Novo? Sua mãe tá bem? Tá namorando?". Sempre a mesma coisa. Sei lá, ficamos melhor quando temos um apanhado da vida da pessoa que não temos mais contato mas que vamos chorar se morrer. "Trabalho pra burro, mas sabe como é... Tem que trabalhar. Aew, você viu né? Pintei de castanho. Namoro com o mesmo cara ainda."
As mesmas coisas. Mas a vida muda e lembro do tempo que estavamos jogados na rua pensando em bobagens "Quando crescer vou ter um carro" ela dizia e o meu noivo ria falando "E eu vou ter dinheiro e sucesso". Olhavam pra mim, que olhava com atenção pra eles. "E você Lito? Pensou em alguma coisa? Um carro? Casa você já tem...". Eu tenho certeza que ficava com aquele olhar sonhador e respondia algo como "arqueóloga".

2. Por que eu tenho um noivo? Porque tenho ue. Uma dessas coisas que surge do nada e que ficam assim pra sempre. Ele deve saber porque somos noivos, eu não lembro mais, mas sou noiva dele. Eu gosto dessas coisas de "noivas", sempre gostei. Se gostasse de fotos, teria virado modelo e me "especializava" nisso. Até que seria divertido... Eu e todos aqueles vestidos *empurra a Carolina Sonhadora pra dentro da porta de onde nunca deveria ter saído e passa o ferrolho*

3. Eu sentada na porta de casa, um dos raros dias que eu saio pra tomar sol. Digão passa, ia pegar o carro, senta pra conversar. A mesma conversa de sempre "Fazendo o que da vida Lito?", certas coisas nunca mudam e se mudarem ficam estranhas. Ele começa a rir, aquela risada que eu conhecia e já torcia os lábios pra o que ele falaria "Lembra de quando você namorava o Mominho?" e eu "Sim" e ele continuava, rindo muito "E por que você terminou mesmo com ele?" "Toda vez você pergunta isso... Você sabe porque!" E ele já chorando de rir (os Deuses sabem do que exatamente) "Terminou porque ele ficou careca... Lembra?". A graça daquela piada só existe pra ele, mas enfim... Não respondo, me limitando a um olhar de pura impaciência. "Você terminou porque ele cortou careca!". "Foi...". "Você não gosta de carecas Lito?". "Não" - isso é uma verdade.

4. Ele na porta de casa, contando de como odiava o pai. Nem lembro mais porque, mas sempre pedia por calma, ele queria era sentar a mão no pai dele e achar que era assim que se resolviam as coisas. "Não é, e você sabe disso Ed!". Pronto, a raiva passava e ele me contava como estava no serviço pra prefeitura "Você nem sabe amor, uns homens me param e fazem propostas". "Sério? Gatinho você heim?". Ele ria, o ego inflamado, não mudava nada. Então me olhava sério com os olhos verdes "Me oferecem uma boa grana pra comer eles... E eu estou pensando, se valer a pena...". "Tá zuando né?". "Não, falando sério, emprego de merda, isso dá dinheiro". "Pra ficar de quatro e traçar um homem?" dava de ombros e falava, abaixando o olhar "Fazer o quê? Posso sair com mulher mal-amada também...". Louco...

5. Não compensa comentar.