domingo, 30 de setembro de 2007

Música!

Eu fui no concerto da Osesp no Villa-Lobos. Oh lugarzinho longe! É um parque sem árvores. Claro, eu iria contar com a presença do Samus, mas ainda bem que estava decidida a ir e não preciso ir a lugares que eu gosto com companhia.
A sorte maior foi realmente ter ido. Eu fiquei extasiada, como sempre fico, quando vejo uma orquestra e chorei quando executaram "Romeu & Julieta" do meu amado Tchaikovsky. Eu sempre choro quando escuto ao vivo. Não me recordo de uma vez que isso não aconteceu. Dai eu fiquei com vergonha por estar ali, tão emocionada. Depois ri sozinha, talvez seja o único homem no mundo que me faz chorar dessa forma - quem lê, pensa que eu estava chorando mesmo! (hahahaha). Mas ele é maravilhoso e todas as orquestras e bandas que o executam são perfeitas pra mim.
E então decidi que se eu amo tanto ver orquestras (e eu amo de paixão) eu posso pagar preços populares pra ver as sinfônicas e ir nas apresentações gratuitas. Sai de lá com a impressão que deveria ter feito música, já estava encaminhada mesmo. O que importa de verdade é que eu fui, eu vi e fiquei satisfeita.
A Osesp é maravilhosa, os dois solistas são perfeitos e o maestro é uma graça - simpático, energético e brincalhão. Adoro maestros - eu aprendi muito de música com os que eu tive contato quando fazia coral. Ah sim, o Coral da Osesp se apresentou também, no Choro nº10 de Villa-Lobos.
Nha, éh tão maravilhoso. Eu prefiro ir a teatros pra ouvir, lá pelo menos ninguém conversa. Eu vou me programar pra temporada de final de ano, quando vão tocar a suite do Quebra Nozes (só de pensar na oportunida, eu já tenho os olhos marejados) com certeza. E se tiver a oportunidade de ver a Banda Sinfônica tocando, será um imenso prazer.

sábado, 29 de setembro de 2007

Heheheh

Bem, acho que o senhor George Knightley é o melhor personagem do livro "Emma" da Jane Austen. E eu sinceramente acho que alguém tem que parar a Emma. Eu nunca vi tanta presunção e tanto achismo na minha vida... Ela vive num mundo mimado e todo dela e o Mr. Knightley é o único que observa o que ela está fazendo e que cai matando em cima dela. Pobre Emma. É um personagem vivo e inteligente. Acabei de achar a fanlist dele e entrei, a imagem é do filme "Emma" que vou assistir logo depois que ler.
"Espero que Emma se apaixone e que seja uma paixão não correspondida, pra ela se ocupar". Hahahahha. Personagem ótimo mesmo!

E aproveitando entrei na do P&P. Estou pensando numa fic, um conto sobre o filme. Estou lendo uma fic maravilhosa e estou encantada com a beleza sobrenatural que a menina conseguiu dar ao Darcy. Ela pegou aspectos dele e os elevou, fazendo que ficasse com sentido muitas coisas que ele fez no livro. Engraçado mesmo são as falas dos outros personagens "como? não vai falar a senhorita Elizabeth Bennet hoje?", dando a impressão que o cara só fala dela e quando falam pra ele "Está apaixonado por ela, Darcy?" ele sempre responde "Por que todo mundo me pergunta isso? Claro que não." Claro que não...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Oquei.

Tudo bem, eu posso mesmo ser uma pessoa extremamente chata e birrenta. Quem não pode? Mas enfim, eu me resolvi por agir por modos eficientes do que a base da violência. Pensei que eu sou esperta demais pra ter o fim que eu teria numa fala aberta e vou agir exatamente do jeito que não esperam que eu faça - porque não sabem lidar com ele.

Ainda penso no que foi me dito e não me conformo com a mágoa que isso gerou. Tudo bem, eu posso ser capaz de ouvir muitas coisas, as vezes eu me divirto com elas. Mas não sou de grosseria. Eu posso ser grosseira as vezes, eu sou mesmo, as vezes me falta tato, eu não lido com tantas pessoas com tanta intimidade pra ter aprendido como me safar em certas situações. Estou trabalhando nisso - sorte da atual pessoa que já deveria ter escutado poucas e boas minhas. Não é que esteja me contendo, muito pelo contrario, eu estou procurando outras palavras pra lidar com a situação sem ter que dar espadada em todo mundo. Algumas fazem questão de sangrar e me dar prazer em fazê-lo, mas que se dane também. Não posso esperar minha perfeição nisso - claro, falando da boca pra fora, maldita mania de perfeição!

Me notei tão chateada com o que foi me dito, não por conter alguma verdade absoluta pra me fazer pensar, mas sim por ser uma grosseria sem tamanho e por me fazer pensar que talvez nunca tivesse merecido algum tipo de educação da minha parte. Não posso evitar de ter meus sentimentos em relação a isso - o que é mentira, porque eu estava pensando que poderia muito bem resolver com uma boa parcela de dor a pessoa, uma espécie de retaliação por isso. Mas não sou uma pessoa quando penso com essa frieza calculista e quando me vejo extremamente paciente. Não nego isso, mas espero poder melhorar isso um dia.

Atualmente eu pensei na idéia de ignorar - no que eu sou especialmente boa. E quando falar comigo, vai falar sozinho. Até que eu me acerte com essa mágoa recente. De fato as vezes eu penso se realmente a mereci, mas não estou entrando mais nesses méritos. Eu suporto grosserias, algumas delas, mas não quando alguém as grita do lado de fora, alto pra que todos escutem como "eu não tenho a menor noção de espaço, palavras e lugar" e como tenho toda a verdade do universo em meus lábios.

Não removo a opinião que já coloquei a respeito do assunto. Eu acho mesmo que uma horas as pessoas se tornam tão comuns que ficam idiotas como a massa inteira éh. Deixam de se tornarem inteligentes, esforçados e se tornam idiotas e achistas. Perdem aquele brilho que fazia com que eu os olhasse com mais refinamento e se tornam um qualquer pra mim. É algo a se lamentar, mas acontece. Cada um rege a sua vida da maneira que acha que é conveniente e que eu tenho com isso? Se não sabem ver outras saídas ou alternativas e eu com isso? Eu mesma as vezes me perco, mas sempre me acho - principalmente quando eu saio correndo, mas aprendi a me laçar a trazer a força (modo de falar, na verdade estou apenas ficando consciente... again).

Eu posso escutar arrogância, posso escutar reclamações, posso escutar sobre o que não gostam que eu faça ou fale. Ue, não posso agradar a todos e não posso esperar que todos gostem de tudo. Eu mesma não gosto, mas vivo em sociedade.

A principio, eu creio que meu objetivo não será notado, mas quando for, eu até sei o que vou ouvir, porque é sempre a mesma coisa que me falam. A grande oportunidade de olhar com meu melhor ar esnobe. Vingança? Não... Não preciso falar com pessoas que não tem a menor consideração e respeito por mim. Eu aturo muitas coisas, mas decide que não preciso de grosseria.

No fim, eu falei um monte de coisa e nem chegou perto do que desejava quando iniciei esse tópico. Melhor escrever sobre coisas que me agradam.

domingo, 23 de setembro de 2007

O dia...

As vezes eu acho que a pior coisa que minha mãe, em seu coração bom e caridoso, fez foi ter aberto as portas da casa dela pro meu irmão e sua mulher. Não que eu não goste dele, mas eu tenho certeza do que o que falta pra ele é um pouco de noção de sua situação. Arrogância é um traço de família, insuportável quando a pessoa se cresce mais do que pode ou mais do que a sua situação permite. Esse é o caso do meu irmão - da mulher dele eu nem falo nada, por razões que não cabem aqui, e por uma indignação que se eu não fosse filha da Deusa e não acreditasse na Lei Tríplice, não me contentaria em permanecer em silêncio diante tantos absurdos. Eu creio de verdade que meu irmão não tem a menor noção das coisas que fala, da tamanha grosseria que sai de sua boca. Porque eu não boto ele no lugar? Hoje seria um bom dia, se eu não tivesse uma prova pra fazer. Eu sei muito bem com seria a reação dele, vindo de uma pessoa tão troglodita como ele, eu tenho certeza da resposta que ele me daria. Se eu me importo em recebê-la, hoje sim, por causa da prova, em outras circunstâncias não. Nada vai me dar mais prazer do que colocá-lo em seu devido lugar.
Tenho que ficar escutando o que não precisa ser dito e opiniões que ficariam melhor se não fossem ditas. Tenho que ficar lidando com uma educação que certamente não foi aquela que ele recebeu. É um idiota no final.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Agora eu entendi...


A Razão me foi explicada. E as vezes eu me esqueço dela. Qual a ligação entre todos esses personagens maravilhosos que eu conheço e me apaixonou! Simples e fácil, como eu já bem sabia. Mas as vezes esqueço mesmo.
Aqui uma foto do Mr. Darcy sorrindo - e no livro ele sorri bem mais que no filme, então eu amei os dois Darcys. Se eu gosto de pessoas sorrindo? Talvez. Eu gosto do sorriso do meu namorado. Mas o Mr.Darcy (me recuso a chamá-lo de Fitzwillian - que raios de nomes é esse?) estava sorrindo e até riu de tão contente que estava em ver a Lizzie na casa dele. Uma das cenas mais marcantes do filme, sem dúvida, afinal, ele não sorriu o filme todo.
Não tinha o livro pra ler na biblioteca. Li o e-book em dois dias. Queria entender ele. A única conclusão aceitável é que pra ele, a Lizzie é como a música "You Are My Purpose. You Are Everything." E eu me derretia quando ele aparecia. Mesmo quando ele era rude, ele estava maravilhoso. Fiquei com vontade de socar ele, é verdade, mas quem não ficaria? Ele prefere ler um livro pra mulher nem desconfiar que ele a ama? Tem cada pessoa nesse mundo...
Mas o que isso tem a ver com o que eu dizia no começo? Simples. O Mr. Darcy, assim como os demais personagens pelos quais eu sou apaixonada (e eu nunca escondi, e nem pretendo, isso) tem uma coisa em comum que os torna especial a meus olhos - eles são apaixonados. Um dia encontro a descrição correta pra isso, um significado que eu possa partilhar e as pessoas entenderem. Mas é isso que o Mr. Darcy, apesar de toda a grosseria, é, um apaixonado. Terrivelmente fofo!

Hehehehe. Logo uma longa postagem sobre o filme e sobre o livro. Amei os dois. As vezes sinto falta de conhecer mais personagens apaixonados assim.

domingo, 16 de setembro de 2007

Oh! Mr. Darcy

Nha, Mr. Darcy (Pride & Prejudice!, interpretado por Matthew McFadyen) é um fofo!!!!!!!!!
E as montagens magníficas que fizeram no youtube dele com a Lizzie também são. A minha favorita é essa:


Dai é só cantar junto...
Find me here, / And speak to me / I want to feel you / I need to hear you / You are the light / That's leading me to the place / Where I find peace.. again / You are the strength / That keeps me walking / You are the hope / That keeps me trusting / You are the life / To my soul / You are my purpose / You're everything / And how can I stand here with you / And not be moved by you / Would you tell me how could it be any better than this / You calm the storms / And you give me rest / You hold me in your hands / You won't let me fall / You steal my heart / And you take my breath away / Would you take me in / Take me deeper, now / And how can I stand here with you / And not be moved by you / Would you tell me how could it be any better than this / Cause you're all I want / You're all I need / You're everything, everything / And how can I stand here with you / And not be moved by you / Would you tell me how could it be any better than this

Dr. Jones

Achei num blog essa imagem. Disse que foi a primeira foto do Harrison vestido de Indiana Jones (creio eu que do filme 4, já que ele está velho)...
Ah, o Indy!... "Não se preocupe que estou chegando, Dr. Jones..."
Indiana Jones e o Templo da Perdição é o meu favorito... A Willie Scott grita o filme todo, é muito engraçado.

O Ultimato Bourne


Certo: quem não sabe que eu sou fanzona do Jason Bourne? Agora já fica sabendo...

Hoje eu vi o filme, o último da trilogia e gamei novamente no Bourne. A atuação perfeita do Matt Damon contribuiu muito para essa paixão, suas expressões, seu porte de Jason Bourne. Sim, ele é tradução do Bourne dos livros do senhor Ludlum (muita luz pra ele, que ele merece!). Como leitora do livros eu ouso afirmar que o Matt fez uma brilhante atuação e trouxe aquele ar perdido e de reações violentas do Bourne.


O que realmente matou no filme foi a exploração porca a Treadstone Seventy One. Aquela história de "academia de assassinos" é furada e como exemplo do terceiro filme só serve pra interesses menores. Eu nunca gostei dessa atuação da Treadstone, em vista que no livro, ela era fundamental e tinha uma papel importante - manter a imagem de Jason Bourne, o Caim. Essa coisa de assassinos e matar pra salvar americanos só demonstra (principalmente o segundo item) a pobreza do enredo nisso. Tudo bem, quem ligou pra isso? Jason Bourne perfeito, esquecido e necessitado da Marie. Estava ótimo.

A forma violenta com a qual ele responde é impressionante. Isso do treinamento dele, Bourne, o grande assassino. As cenas de perseguição são fabulosas - mesmo com a câmera tremida - e eu as considero bem originais. A altura das cenas de perseguição ou infiltração do Bourne nos livros - referência clássica a destruição do Delta no Supremacia Bourne (e um viva por Delta, pena que ele não existe no cinema).



E eu jurava que ia ter um romance entre o Bourne e a Nicky, acho que me matava se isso acontecesse. Ainda bem que foi somente uma impressão e que ele reafirmou seu amor pela Marie. Um absurdo se houvesse algo entre eles. A participação da Nicky foi bem legal e ela ajudou bem o Bourne, em questão de tempo - pô estamos falando de Jason Bourne, o que ele não pode fazer???

E os assassinos não foram tão bons como os primeiros. O melhor de todos foi aquele do primeiro filme, interpretado pelo Clive Owen (maravilhoso!). Apresentou-se com mais audácia e inteligência. O do último filme, que matou o jornalista do The Guardian, também foi bem inteligente e sagaz. Por pouco o Bourne não enche ele de porrada - e as cenas de luta estavam MUITO boas... Sempre são, se superaram nesse filme, bater com um livro foi muito... criativo (?) - falta de adjetivo.


O que eu achei engraçado foi que a moral dos assassinos não foi abalada com a presença de Jason Bourne. Na verdade parecia que somente os chefes estavam entendendo a situação que tinham a frente, os funcionários pareciam e agiam de forma alheia. Gente, se sou eu, eu nem me ofereço... É Jason Bourne... Quais minhas chances? O cara é imortal e letal. Estão tentando matá-lo a anos e nada acontece e por que raios seria por uma bala minha? (e como disse o Samus: "é melhor que eu caia, antes que vocês fiquem sem munição" já dizia o grande V) Mas pelo menos o Jason se machuca... Isso é bom pra manter a humanidade dele... Se sangra, pode morrer, já dizia o Rei Conan. O problema mesmo é acertar ele...

Minhas palavras não expressão nem parte do que senti assistindo o filme. Na verdade, de como eu fico quando eu vejo personagens assim. Robert Ludlum é um gênios, seus personagens possuem uma bagagem inteligente e são perspicazes. Ele explora seus extremos, explora seus sentimentos e lembra que eles são humanos a todo momento. Nada mais lindo do que ver o David implorando pela Marie, sufocado pela sombra ameaçadora de Jason Bourne, ou vê-lo insano, apontando a arma pra ela e gritando na forma de Delta que ela não era sua esposa, sua amada. A tripla personalidade do David o torna único e a narração perfeita do Ludlum transforma Jason Bourne um personagem que vale a pena ser lido e conhecido - além de assistido, juro, adoro o Matt Damon como Jason Bourne, ele possui a essência do Bourne, seu olhar, sua postura, seu murmúrio ameaçador.

Jason Bourne tem tudo que eu mais gosto num personagem. Ele é simplesmente único e mortal. Fabuloso...

domingo, 2 de setembro de 2007

Momento Musical 5

Tem gente que ama, que vive brigando

E depois que briga acaba voltando

Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata

Amor com champagne, amor com cachaça

Amor nos iates, nos bancos de praça

Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à beça pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar...

- O Negócio É Amar - Izzy Gordon

Ontem no Sesc Vila Mariana, eu vi a Izzy Gordon se apresentar, com o cd dela em homenagem a Dolores Duran (a tia dela). Cantaram juntas essas música que ponho em destaque, cuja letra eu adorei. O som não estava tão bom, mas deu pra curtir as músicas da mulher, que canta muito, pelamor...