quinta-feira, 19 de julho de 2007

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> Legado Awards

Nha, não acredito que tive que reiniciar a contagem de votos. Mas também não há muito a ser feito, em vista que deu empate em algumas categorias. Espero que as pessoas participem, coloquei um prazo menor pra que não haja mais nenhuma demora e que os resultados venham em breve.

>> Reinaldo Azevedo

Conheci ele no blog da Priss, jornalista que tem blog na Veja OnLine. Ótimos comentários e boa articulação. Um show a respeito da política por trás do acidente trágico da TAM. Estou acompanhando e recomendo pra quem quiser ver esse "outro lado" da história.


Ainda bem que o blogger faz rascunhos. Quando eu escrevia esse post, caiu a força. Então eu o finalizo aqui, pois já nem me lembro mais o que ia escrever.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

48 Horas

Eu sabia que ninguém morre se não for sua hora. E sempre tem aquelas histórias inacreditáveis que de pessoas que conseguiram fugir de tragédias por razões que parecem "manipuladas" pelo destino, a famosa "sorte". Eu nunca pensei que veria uma história dessas, participaria dela, uma participação bem pequena, mas fundamental.

Segunda feira, um velho paciente do consultório liga dizendo que a filha não dormiu com dor de dente e se podia atendê-la pela manhã. Tudo bem, a menina veio. Dente do siso latejante, dor alucinante. Luciana decide extrair o dente, única maneira para finalizar a dor. Faz a cirurgia e dá 48 horas de descanço a menina.

Sabiamos que ela trabalhava na TAM Cargas "aquela que destelhou?" Luciana perguntou pra menina, enquanto esperava a anestesia fazer efeito "não, a do outro lado".

Houve a tragédia, a comoção. Pensei nela e falei pro Max "nossa, tem uma paciente que trabalha na TAM". Hoje pela manhã, falando com a Luciana sobre isso, ela parecia preocupada, porque assim como eu, havia pensado na menina. "Ainda bem que você deu 48 horas pra ela" eu disse, "dei? eu nunca dou 48horas" (isso é verdade!) "deu sim. disse que por ela não ter dormido e por não estar comendo direito. ela disse que trabalhava com o publico".

Paciente da manhã disse que pegava esse mesmo vôo, quando vinha de Porto Alegre as terças, ia pra lá na segunda resolver negócios do banco. Disse que ligaram pra ele, amigos preocupados. A mãe dele o lembrou que era esse mesmo vôo - JJ alguma coisa. Ele parecia tranquilo "quem viaja muito a negócios não tem tempo de se preocupar com a segurança do avião. confiam e ponto. eu agia assim, se pensar muito, você não faz." ele falou e eu notei suas palavras com atenção. Luciana confessou que agora tem medo de andar de avião, fica apreensiva.

Eu não gosto de altura, nunca viajei de avião. Mas sei que é seguro, acidentes acontecem. Mas acho que as pessoas ficam com medo porque percebem que nosso corpo é extremamente frágil e que basta uma simples porrada pra que ele se desfaça. Não é verdade?

Liga o velho paciente. Voz de choro. Suspiro. Pronto, pensei agitada, a menina estava no acidente. Passei pra Luciana a ligação, ela tremia, eu tremia, o paciente estava apreensivo. Será que ela estava lá?, não deixava de me perguntar, de repente você nota como essas coisas podem estar perto e fazer parte do seu destino. Luciana sorriu, agradeceu e desligou o telefone. "ele ligou pra agradecer, eu salvei a vida da filha dele. ela trabalhava até as 19horas no prédio que o avião atingiu." nós olhamos, assimilando a informação "não paro de tremer. salvei a vida dela?". O paciente sorriu, eu suspirei aliviada. "sim, você deu 48 horas pra ela. você nunca faz isso" disse eu, talvez feliz. "essa nasceu de novo" disse o paciente, também contente.

E não só ela. Próxima paciente foi uma que teve que esperar na segunda por causa da emergência dessa menina. "uma lição pra nós". Pra mim, uma revelação. Não tem que morrer quando não é a hora. Claro claro.

Sozinha com a Luciana "não consigo parar de pensar nisso. que coisa mais estranha, que sensação estranha". Sorri "que bom que ele ligou pra dar noticias felizes. abençoada você por suas 48 horas."


E nessas coisas da vida, sempre essas estranhsa vivências. Lamento pelo acidente. Que as vitimas tenham o descanso merecido e que seus parentes fiquem bem e na luz. Tudo o que posso desejar, no que posso ajudar, e desejo de coração.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Better Together

Oquei!
Eu sou fã da Marinex mesmo. Eu nunca neguei. Não vivo sem ler fanfic dela.

Better Together trata da história de Melanie (uma modelo badalada) e Kevin (o cantor lindo!). Um romance que tem tudo pra dar errado mas não dá porque os personagens são maravilhosos e preservam o sentimento. Eu amo muito essa fanfic. Acompanho já a alguns anos, sempre esperando a Marina postar mais. Simplesmente fabulosa. Ela trabalha o Kevin com uma dedicação simplesmente magnifica, e sei lá, eu nunca amei outro Kevin que não fosse o que ela retrata.

Um - mostra a vida cheia de rotinas de Kevin e da Mel. Introdução perfeita dos personagens e do desejo da Mel de viajar - eu juro que fiquei com dó dela.

Dois - Kevin desesperado atrás da Mel lembrando o que houve entre eles (uhu!). Cenas de sexo ótimas. Kevin violento e desejoso *suspiro* pior que dá pra imaginar ele assim... bebinhobebinho...

Três - "Melanie deu meia volta para descobrir quem tinha falado. Era o homem que tinha observado antes no bar e agora estava apoiado na parede atrás dela. Apesar de ter ouvido e respondido ao que disse, Kevin não chegou a olhar para ela." Nha... eu VI o Kevin!
Capítulo revelador, dando inicio ao que tentamos entender do capítulo 2. Um flashback, como se diz. A primeira aparição de Heather Anderson, que promete ser a "vilã" da história.

Quatro - "Como Melanie recomendou a Kevin que não dissesse mais nada, ele ficou olhando para ela por muito tempo, com uma expressão que dizia muito mais do que mil palavras poderiam. Ela já tinha decidido que nada mais aconteceria entre eles. Aquele que olhava para ela era um homem precisando de um cuidado maior do que ela podia oferecer." Ah, nesse o Kevin fica bebinho! Engraçado ver ele solto e alegre, sendo que vinha marcado e amargo por sua separação.

Cinco - o poder da imprensa na vida dos artistas. Dei muita risada nesse, com o entrelaçamento das histórias e o Kevin procurando por ela.

Ah, adoro essa fic! Poderia tecer milhares de comentários, mas não é suficiente. Basta dizer que é bem escrita, tem personagens maravilhosos que vão crescendo com a o desenrolar do enredo e uma trama bem montada, com sacadas ótimas. Pra quem quiser ler -> Better Together

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Bah

Fiquei chateada por ter perdido a inspiração pro texto.

Talvez acometida de uma de minhas idéias de preservação. Idéias idiotas, por assim dizer. Algumas pessoas tem tendência a fazer o que não deve e eu a escrever o que não devo.

Eu penso que minha tristeza deu espaço a felicidade por breves momentos, porque ver ele é um acontecimento fora do normal. Como diria o professor de Literatura, quando saimos da rotina é que vemos as coisas. Antes mesmo de embarcar no trem e de volta pra casa, eu já estava desanimada novamente. E tudo começa a fazer sentido quando não tem sentido. E tudo começa a incomodar, porque antes incomodada e nunca fez nada pra parar. E tudo volta a irritar, porque o que você diz não tem sentido pras pessoas. No final, tudo é a mesma coisa.

Sono vem atrás de mim cada vez mais cedo e com mais força. Já não tenho mais meus motivos pra continuar acordada e meu cansaço faz com que eu durma só de piscar. E tudo volta a me irritar com mais força do que antes. Horários apertados, corrida, cansaço e espera.

Bah, mas só reclamamos quando estamos cansados. Um dia isso acaba - eu espero.

Domingo

Me questionei a respeito de não estar feliz ou de me animar com a passagem dele por aqui. Fiquei somente ansiosa, esperando pelo momento, mas não estava feliz ou triste. Um daqueles estados que ninguém sabe explicar - ou porque explicar demandaria uma tempo que ninguém quer despedirçar.

Havia saído com o Samus no sábado. Uma daquelas transmissões de pensamentos mas não verbalizadas. Pensava que deveria ver meu amigo, escutar sua voz suave e esquecer um pouco de tudo o que eu sentia e de meus esforços que pareciam tão vazios. Deve ser depressão e não apenas tristeza. Não sei se dou risada agora ou deixo pra enlouquecer depois. Samus estava de bom humor e parecia feliz, então eu também pareci feliz. Tinha cortado o cabelo, tinha pintado, estava me sentindo uma velha - na verdade, eu me olhava no espelho no sábado e pensava que talvez o Jean tenha exagerado quanto as mechas loiras na frente, porque eu estou pálida, parece grisalho... bem, não sei, pareço um a velha. De qualaquer forma, eu havia dado vida a meu rosto sombrio. Parte do que a Malu falou parecia uma verdadeira realidade pra mim "pra que tanta escuridão em sua vida?". Parece dramático, soa extremamente trágico, mas é parte de uma verdade não? (pra que perguntamos em textos se ninguém responde? ¬¬' )

Acabei por dormir na casa do Samus, o que fez que eu me atrasasse pra encontrá-lo. O caminho todo eu procurei pensar, estava indo, me parecia suficiente. Fui até o metrô, pensava no que via, dispersava pensamentos maliciosos e estava indo. Na rodoviária, eu tenho certeza que aquelas pessoas nem viram quando passei por elas ou a forma com a qual eu "varria" a multidão com os olhos, procurando por ele. Era bobagem - estava satisfeita por aquela habilidade funcionar tão bem - eu sabia onde ele estava. E tinha chegado antes e eu fiquei envergonhada de estar atrasada e de estar com o cabelo diferente - bah, sei lá, aquela minha timidez idiota e a idéia idiota que ele pode ler meus pensamentos (as vezes, somente as vezes, eu tenho certeza disso).

Ele ficou feliz - parecia feliz em me ver. Eu também fiquei feliz. De verdade! Tanto que eu achei que não precisava mais ficar triste porque ele estava ali - tudo bem, eu sou mesmo apaixonada por ele e nunca neguei isso (talvez uma ou duas vezes...) e tenho esses pensamentos quando eu o vejo - quase sempre.

Fomos encontrar os amigos dele. Achava que não deveria estar ali, por motivos que eu tentei explicar pra ele - mas se eu fosse ele e me achasse na posição dele, também não daria a mínima. Ao menos, ele ouviu o que tanto me aborrecia em relação a esses amigos (não as pessoas em si) e das relações que eu estava vendo. Não era uma presença verdadeira a minha, e deve ter sido que me aborreceu no final, a certeza que estava repetindo fisicamente os mesmos movimentos que eu não gostava nos outros. Por fim, revimos 3 colegas e conhecemos 2 meninas novas - que conheciamos do fórum do ragnarok que eu não faço mais parte.

Como não sou muito social, fiquei acompanhando alguns assuntos, sem acrescentar nada e sem prestar muita atenção. Meu normal. As vezes estava prestando atenção em outras coisas, pensando em outras coisas. Participei da conversa um pouco, talvez não o suficiente. Também nem faz diferença pra mim agora isso.

Pessoal legal, divertido encontrá-los. Ponto, sem nada pra acrescentar.




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Bem, a vontade inicial de escrever sobre isso acabou. Não era bem isso que eu ia escrever ou desejaria escrever, mas fica assim mesmo. Tem mais detalhes, mais coisas, mas melhor deixar pra lá. Nunca se pode ser sincero de verdade e as vezes expor o que pensa é colocar a cabeça a prêmio. Que fique assim, por enquanto.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Justify My Love


E assim eu mudo o tema do meu blog...



Tem textos escritos a mão, preciso trazer pra cá.


Aconteceu muitas coisas, minha mente ficou confusa e triste novamente. Estou melhorando aos poucos, logo fico bem de verdade.



Cortei meu cabelo - foto velha, eu vou modificar depois.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Rush


Bem, já que me dei ao trabalho de logar aqui, que não seja em vão.
Meu verdadeiro post está no consultório, escrito num papel, um momento de inspiração.
Nesse momento estou ouvindo Rush (Geddy Lee (vocal, baixo e teclado) a esquerda; Alex Lifeson (guitarrista e backvocal) no centro; e o senhor Neil Peart (O baterista e o letrista) a direita) que eu amo de paixão! Não interessa o que me falem sobre a voz do Geddy, eu adoro! Amo amo amo! Poucas bandas hoje me deixam feliz só de ouvir. Por isso eu separei 3 músicas (youtube), de um mesmo show de Toronto, pra depois eu mesma vir assistir. Quem quiser conhecer... a vontade!

> Freewill - You can choose a ready guide / In some celestial voice / If you choose not to decide / You still have made a choice / You can choose from phantom fears / And kindness that can kill / I will choose a path that's clear - I will choose free will

>> The Spirit Of Radio - One likes to believe in the freedom of music, / But glittering prizes and endless compromises / Shatter the illusion of integrity / Invisible airwaves crackle with life / Bright antenna bristle with the energy / Emotional feedback on timeless wavelength / Bearing a gift beyond price, almost free

>>> Limelight - Living in the limelight: the universal dream / for those who wish to see / Those who wish to be must put a side the alienation, / get on with the fascination, / the real relation, the underlying theme


Heheheh eu fui no show! Eu FUUUUUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIII!
E vendiam a camiseta "Rush WORD Tour" hahahahaha.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Nyuu Nyuu


> Elfen Lied
Isso me salvou da ruína. Pensava que não ia mais me interessar por anime nenhum, até reconhecer que a recomendação do Roberto era ótima. Amei Elfen Lied, pena que o final é extremamente porco. Me falaram pra ler o mangá, Roberto vai me mandar.

Anime fantástico, bem sanguento e erótico. Muito bem argumentado e muito bem desenhado. A Nyuu/Lucy é maravilhosa *____*

Se alguém tiver interesse, pode baixar pelo site Hinata Sou ~ a pensão dos animes.


>> Meu amigo
Um amigo meu me deixou melhor hoje. Ele tem razão "todo mundo é do jeito que tem que ser". Ao menos eu paro de me ofender um pouco e não fico tão irritada com os outros.


>>> Malu
E eu pedi pra Malu colocar umas sementes na minha orelha. Eu achei que ia desmaiar quando pedi a ela, quando eu vi aqueles olhos fixos em mim. Mas então ela sorriu e falou que tudo bem. Eu sorri sem jeito e abaixei o olhar, os olhos marejados e minha mão tremendo. Senti-me idiota por estar tão nervosa e triste, mas pelo menos eu pedi ajuda pra ela. Tenho certeza que algumas sementes e eu me sentirei melhor.


>>>> Decisões
Bem, pra que ficar tão mal né? Eu me decidi em algumas coisas e tomei isso como uma coisa boa pra mim. Vou me dedicar ao que realmente me interessa - incluindo pessoas - e quero que o restante se lasque. Não tenho porque manter esse comportamento estúpido e dar importância a algo que não vai me dar nenhum tipo de retorno - incluindo diversão.
Então é isso. Esse meu amigo me apoiou. Disse que era bom fazer isso. Por isso que eu adoro ele ^^
E ativando minha regra - eu, eu, eu, eu, eu e depois talvez, eu.
Pessoas são do jeito que são. Ótimo, não tenho mais porque não ser quem eu sou.
Não tenho porque não admitir que fico magoada com coisas idiotas, não tenho porque culpar alguém por isso. Não tenho porque achar nada. Tudo é do jeito que deve ser. Graças a Deusa...

domingo, 1 de julho de 2007

Esperando

But my dreams
They arent as empty
As my conscience seems to be

I have hours, only lonely
My love is vengeance
Thats never free
- Behind Blue Eyes - The Who

Eu penso que é idiota nos prometermos as coisas . Pelo menos pra mim. Uma que eu não acredito em promessa de ninguém e dois eu não acredito em minhas próprias promessas - feitas pra mim ou pros idiotas que acreditam nisso.

Eu já me provei não ser capaz de manter promessas e desisti de bancar a boa moça por isso. Eu faço acordos agora. Tudo determinado, limites e coisas assim. Tudo fica fácil e éh fácil eu conseguir manter isso. Menos pra mim mesma.

When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool

Tem algunas dias já que eu venho tentando encontrar um bom motivo pra não ficar magoada por uma coisa que prometi a mim mesma que não faria mais diferença pra mim. Mas daí eu paro e penso que não adianta mesmo. Sempre vou me magoar com as mesmas coisas e sempre porque são coisas que eu acho. Na verdade, sempre nos magoamos sozinhos... magoamos? Eu me magôo sozinha. Gostaria de não ser assim, de não ficar esperando. Mas eu fico... e isso é odiável.

Eu fico esperando. Dando milhões de razões pra isso e nada.

A idiota sou eu não? Ninguém tem que fazer o que eu espero que façam. Ninguém é adivinho pra saber o que eu quero - ou não presta atenção a um pequeno detalhe que daria diferença. Na verdade, eu pedi o que eu espero, mas não veio. E faz tempo já.

No fundo se torna uma coisa idiota, como eu posso ficar tão chateada por uma coisa tão estúpida? Qual parte de mim não entendeu ainda isso? Por que raios eu ainda estou esperando? Parece que faz parte da minha vida, ficar que nem uma idiota esperando.

As vezes eu penso e ajo corajosamente, dizendo que não vou esperar mais. Mas do que o ser humano é feito senão disso? De esperar o carinho do outro? E é uma coisa idiota demais o que me deixaria feliz, me deixaria amada. Mas os parâmetros pra minha felicidade nunca foram altos, eu nunca esperei muita coisa, espero uma coisa que pra mim tem sentido. Me sinto abandonada quando não tenho esse retorno.

Ah sim, por que eu não falo o quê? Por que eu tenho vergonha de me sentir tão mal por algo que é tão bobo - talvez nem tanto, mas eu sei que é importante pra mim. Não tenho coragem de admitir abertamente isso, eu admito pra mim, fico eu com a minha amargura.

E por isso, todas as demais coisas foram afetadas. Não ligo pra muitas delas novamente. É o que fazemos quando estamos doidos assim, resolvemos ignorar tudo a nossa volta pra que nada doa novamente. E eu me pergunto aonde foi que eu não deixei claro que era importante pra mim. É muita idiotice minha mesma.

E das demais coisas que perderam sua cor eu penso que talvez seja melhor deixar tudo pra trás mesmo. Só me deixam triste, aborrecida e com raiva de tamanho cinismo. Pelo menos não da minha parte, as vezes eu faço porque me diverte, as vezes não mais. Agora não mais me diverte. Defender coisas que não significam nada pra mim não vale mais a pena, porque o que eu ganho com isso não vale meu esforço. Um "obrigada" eu nunca ouvi, e se existe alguém que faz as coisas porque é um coração aberto ou porque Jesus disse isso ou Mohamed pregou isso é falso. As pessoas fazem porque tem que fazer e todo mundo espera reconheciemento, e comigo não seria diferente.

E por isso, eu resolvi aceitar a um mês que eu não gosto de uma pessoa. Pronto. Não gosto! Não vou mais ficar me magoando e tentando fingir coisas que não sinto. Ela que viva a vida dela que nem com ela eu falo e quando ela fala, eu fico com raiva. Engraçado, eu nunca gostei dela. Que se dane então. Não gosto de algumas pessoas e certamente algumas não gostam de mim, é a vida.

Juro que fiquei esperando um "obrigado/a". Olha eu esperando dinovo. Que nem uma idiota. Foi lá fazer o que "achou" que tinha que fazer e ainda esperou alguma coisa, é uma idiota mesmo. E que mais eu vou esperar? Que outra bobagem estarei esperando e ainda não sei? Um pedido de desculpas da minha mãe? Na verdade ela, assim como as demais pessoas, não precisam fazer nada do que esperamos que elas façam, o que é uma coisa boa, porque na verdade eu me dou ao luxo de não fazer o que esperam que eu faça.

E eu estou pensando nas palestras do Gasparetto. Certamente ele riria de mim. Tudo bem, eu mesma estou rindo da idiota. É mesmo muito idiota por sempre fazer as coisas e esperar. Que se dane a maldita espera. Deveria pensar que eu fiz a minha parte e que isso deveria ser suficiente. Pena que não é.

No one knows what its like
To feel these feelings
Like I do
And I blame you

No one bites back as hard
On their anger
None of my pain and woe
Can show through

Eu gostaria de ser mais feliz, de me punir menos e de não me ofender gratuitamente. Gostaria de ser um pouco menos tonta ou fantasiosa. Gostaria de ficar de boca fechada e de dedos longe do teclado. Acho que preciso sair mais e cancelar a internet. Eu só não destruo isso a pauladas porque eu demorei muito pra pagar e fiquei com dividas por isso. Meu pobre computador não tem culpa de nada. Ele tem que me servir para aquilo que me deixa feliz - mas a dona dele não está procurando essas opções. Na verdade, ela descobriu que elas estão se esgotando. Ao menos ser ficwriter me deixa ainda feliz, quero ver o que acontece quando nem isso mais me prover. Gostaria de ter amigos pra conversar pra que gastar um pouco a minha energia, pra que eu não fale coisas sem sentido, justamente porque eu tenho um monte de coisas pra falar.

E depois de tudo, onde eu estou novamente? Naquela maldita sala sozinha. Eu tenho razão quando eu digo que é perca de tempo. É mesmo.

Sobre o que eu pensei hoje da minha escrita

E vida da volta, e sempre me vejo no mesmo lugar. Talvez dois passos a frente, já que eu não acredito que vamos pra trás.

Estava pensando em minhas fanfics, pensando no que poderia fazer para melhorá-las. Estava postando a pouco o imenso capítulo 2 de "Memórias de Raposa Noturna" e me divertido com a minha maldade de ter escrito sobre tanta violência e ciúme. Mas isso não respondeu a minha questão de quanto eu posso melhorar nos enredos, penso que talvez seja melhor terminar as histórias e continuar lendo mais.

Meu maior problema são as falhas de continuidade. Estou melhorando nisso, anotando acontecimetos, data e pessoas. Senão eu misturo tudo. Dizem que a Rowling faz muito isso, que os personagens de harry potter se matam pra aprender magias que sabiam do livro passado - e que poderiam servir naquela situação. (eu mesma não sei, eu nunca li os livros dela e a vontade de ler é zero).

O Samus me convidou pra escrever contos pro Atitude Alternativa. Eu comecei um, mas sou péssima em contos. Estou com medo de dar um final cretino e mediócre, ou de alongar mais do que o necessário - o que é o mais provável que aconteça. Vou colocar aqui o que eu já escrevi, mas aviso que eu gosto dessas coisas. Eu me inspirei numa menina que eu vi no ônibus quando voltava pra casa depois de ter dormido na casa do Samus (o dia do docemente bêbados).

>>
Era um daqueles dias que tudo parece mágico e perfeito, mesmo quando seu humor não está bom o suficiente para notar isso. A magia do dia se faz presente da mesma forma. Estava deprimida e Carlos, meu amigo de longa data, apareceu com a idéia de irmos dançar. Aceitei, tudo menos ficar em casa.

Fomos a boate que sempre vamos, onde conhecemos todos desde os seguranças até o dono do lugar, e a notamos cheia. Eram festas de aniversário e muitos convidados. Não me senti incomodada, aquelas pessoas estava felizes ali – ou ao menos pareciam. Ficamos próximos ao bar, sentados num balcão.

E não sei bem dizer o que foi, se eram as luzes coloridas, a batida constante da música, a bebida. Não sei. Simplesmente eu me sentia deslocada dali, perdida entre cores e sons. Tudo parecia engraçado e bonito. Estava rindo de algo que Carlos havia dito quando a vi.

Incrível! Tudo havia sumido a minha volta ou perdido o foco. A música soava lenta e embaralhada aos meus ouvidos. Tudo o que via era ela, preenchendo o espaço a minha volta com uma rapidez atordoante, dançando maravilhosamente na pista. Roupa curta e escura, colada nos seios altos, provocante com as pernas torneadas de fora, em cima de um salto fino. Pulseiras brilhantes adornavam os braços que se erguiam aos céus, enquanto seu corpo agitava-se ao som da música. Os cabelos cacheados voavam no ar, doces e macios, enquanto sua dona mexia a cabeça, seus olhos fechados, um sorriso nos lábios pintados.
>>

E é isso. Tenho que botar um final descente. Mas não estou inspirada pra isso. Sei lá o que acontece. Maldita mágoa... estou doida, como diria a Malu. Talvez escreva sobre isso, quando me sentir mais a vontade pra falar (pois como diria a Priss - a amargura nos deixa indiferente).


E tem vindo pessoas visitar o blog ^^
obrigada pessoal, eu não faço propaganda nem nada. É tudo largado, pra que eu me lembre de ler isso depois e ver quando eu avancei. Textos melhores depois ^^
Qintah mesmo está longe de mim agora, e eu sinto muito falta dele.