quinta-feira, 9 de abril de 2009

Give me blood

Se eu tiver mesmo paciência pra escrever toda a história do vampiro - vários fatores pra que eu não continue, já que fui desmotivada, embora queira terminar a primeira parte sem problemas, afinal eu tenho ela em mente - a seguir a possivel continuação:

Meu nome é Erica e sou bixete de História (é como chamam os novatos do curso) e esse é meu primeiro ano (claro!) na cidade de Franca. Esse ano foi espetacular e cheio de experiências incriveis, e agora que as férias do meio do ano estão chegando, eu repasso o que vivi. Tenho somente dezenove anos e nunca pensei que encontraria coisas que eu nunca pensei que existissem. Quanto mais eu penso naqueles dias tensos, mais sei que não devo pensar neles. Aqueles dias foram inesqueciveis e sei que vou amar Rodrigo pra sempre (embora não possa calcular o "pra sempre" pra criaturas sobrenaturais).
A noite estava estrelada e eu tinha vontade de aproveitar mais dela, mas estava com muita fome. Meus planos de estudo de final de tarde e noite tinham ido por água abaixo quando Talita (minha melhor amiga, gótica, linda com seus longos cabelos negros encaracolados, sua pele branca e suas roupas sexys) me arrastou para o Shopping do Calçado. Acabei perdendo o horário de janta do R.U. e o começo da aula. Ela é do tipo que distrai com sua voz suave e sua conversa boa, e eu nem vi o tempo passar. Sai na hora do intervalo e caminhei até o ponto, apertando meu caderno contra o corpo e pensando que teria que esquentar o almoço.
Estava distraida demais, pensando no que colocaria pra incrementar minha refeição, pra reparar no carro que vinha devagar, parou na minha frente. O som da janela descendo me acordou e eu escutei uma voz vindo de dentro do carro, pedindo pra que eu entrasse. A principio, me enchi de medo, mas quando a voz voltou a meus ouvidos, gentil e imperiosa, eu me curvei um pouco para ter certeza se o dono daquela voz era realmente quem eu achava que era. Meu coração ameaçava pular pela minha boca e fechei a boca, fitando-o com adoração. Era ele e estava do mesnmo jeito que eu lembrava (claro, ele é imortal, ele nunca mudaria. E nesse meio tempo que fiquei sem vê-lo eu tive duas imensas espinhas no queixo!) lindo e sedutor.
Apertei o caderno com força e desviei o olhar, antes que ele percebesse que estava euforica e magoada. Não queria que ele me convencesse a nada e que me visse naquele estado. Havia dito a mim mesma que não voltaria a me envolver com seres sobrenaturais. Por um segundo ou dois, desejei que ele sumisse. Aquele misto de emoções me sufocava e me confundia e eu tive certeza que não estava pronta pra vê-lo, não depois do fora que levei dele.
"Erica?" a voz dele voltou a assaltar meus sentidos e era bonita demais pra ser ignorada. Tinha que ficar longe dele. Me concentrei e avancei na direção do outro ponto de ônibus, mas não dei mais que quatro passos, antes de me chocar com algo sólido e frio. Os dedos gelados me seguraram antes que eu fosse pra trás e no susto eu soltei o caderno. Rodrigo estava parado a minha frente e eu nem soube quando ele saiu do carro, pois não tinha escutado o som da porta abrir ou fechar. Ele me abraçou pela cintura e sem esperar mais nada, me beijou.
Meu corpo (pra variar) criava vida perto dele e eu o abracei com força e o beijei também. Eu nunca consegui me controlar nesse aspecto e nem mesmo parar de me esfregar nele, de maneira tão obscena. Ele se afastou e eu lamentei. "Pode vir comigo?" ele perguntou, abrindo a porta do carro e eu entrei, sem questionar mais. Enquanto eu me acomodava, ele já estava sentado no banco do motorista e me olhava com atenção. Movia-se naquela velocidade mesmo, não estava mais escondendo sua natureza sobrenatural: Rodrigo era um vampiro.
"Você está... Me induzindo?" eu perguntei, olhando fixamente pra ele também. Já haviamos discutido sobre isso e eu temia que ele voltasse a fazer uso disso. Talita tivera suas memórias roubadas por conta desse poder estranho. Eu não entendia como funcionava, mas sabia que era eficaz e que eu mesma já estive sobre o encanto. "Porque você prometeu que não faria mais isso".
"Não" ele respondeu simplesmente, dando um breve sorriso. Moveu sua cabeça pro lado, seu cabelo caindo pelos ombros, naquele corte irregular. "É mais do que claro que não preciso disso, ao menos com você e possuo criatividade suficiente pra te fazer concordar com o que eu desejo sem ter que recorrer a isso".
Continua depois... Essa história se passa aqui em Franca mesmo e envolve a faculdade. Ela é bobinha e simples, quem sabe eu não melhore ela depois. Eu gosto do vampiro e do metamorfo dela.

2 comentários:

Michel disse...

Ola,
cara !que texto bacana , puxa ficou um gosto de quero mais igual aqueles programas de tv que deixa a continuação para outro dia , sabe ? Poxa quem pode com a sedução de um vampiro ? sensacional !

Abraço
Michel

Nymus disse...

Ah eu deixei mesmo, pq eu tenho ela escrita num caderno e fiquei com preguiça de escrever o restante.

Mas isso é uma hipotese de continuação, seria uma segunda história. no final da primeira, ele vai embora =)