segunda-feira, 4 de junho de 2007

Minha aula de religião

Geralmente eu olho meu pré-conceito.
Sou mesmo preconceituosa com cristãos. Se eles não tivessem me enchido tanto o saco, falando que eu ia pro inferno por não seguir seu deus, eu não os veria com revolta.
Mas enfim, a vida sempre nos surpreende. Ao menos a mim.

Sábado na aula, a professora começa a falar de religião, por causa da tal novela das seis "Eterna Magia". E do nada, ela tem comentários respeitosos sobre outras religiões. As demais meninas devem ter se segurado. Eu fiquei com a boca no chão... Era algo inacreditável... um cristão falando que devemos respeitar a todos e parar de achismo? Eu queria morrer! Bem, não morrer mesmo, eu tinha que ouvir tudo. Ela ouviu com atenção, fez comentários pertinentes e depois de tantos anos, eu não me senti discriminada por ser Filha da Deusa.

Eu voltei pra casa melhor, com uma idéia que de um dia iam parar de me atormentar só porque eu não sou cristã. Eu não quero ser cristã. Eu não quero nenhuma religião monoteista. Eu amo minha religião, meu chamado, meus conceitos religiosos. O que tem de mais nisso? Eu não acho ruim quando alguém escolhe sua religião, ao contrario, eu fico feliz que a pessoa tenha achado sua parte espiritual. Eu critico quando escuto comentários odiosos e preconceituosos. Eu sei porque as pessoas fazem isso, mas não faz sentido pra mim.

Fiquei surpresa e com esperanças. Gostaria que no mundo houvesse mais pessoas com esses pensamentos. "Vamos respeitar e parar de achismo"... maravilhoso.

Juro que não dava nada pros comentários religosos dela. Cristão tem uma série de pensamentos infames e eles sempre falam as mesmas coisas e afirmam com uam certeza absoluta que vou queimar no inferno., Juro, se no inferno tiver luz e calor, não é um lugar tão ruim assim... e eu não vejo nenhum submundo de forma agradavel e muito menos com luz.

Sim, eu sou preconceituosa. E minha parte nisso não é tão grande, mas faz diferença. Talvez sejam os comentários maldosos da minha parte, mostrando minha pouca paciência com isso, com a doutrinação e com a idéia fixa que as pessoas tem de te converter a sua fé. Eu nunca quis converter ninguém a minha. Eu queria que as pessoas vissem, mas depois eu mudava de idéia, a pessoa deveria vir porque queria e não por um convite meu.

Assim que o Sombra achou-se como Franciscano novamente. Quando ele foi a sabbaths comigo, e entendeu sua parte na grande Teia. Ele é meu exemplo eterno de tudo que pode ser apresentado e você pode se achar, mesmo que as coisas mostradas estejam diferentes do que você espera como resposta.

Estou falando demais... Gostaria de dar mais sentido as coisas que escrevo, mas não tem como.

Um comentário:

Carola Richardson disse...

Sem comentários idiotas no meu blog, seu imbecil...